O que achei do filme “Viva – A Vida é uma Festa”

Foto promocional do filme 'Viva - A Vida é uma Festa', mostrando Miguel e Hector

Como já é costume há alguns anos, o início de ano nos cinemas brasileiros sempre traz uma animação da Disney. Lançado por aqui na semana passada, “Viva – A Vida é uma Festa” (Coco, 2017) estreou nos cinemas americanos no fim do ano passado, junto com o curta “Olaf em Uma Nova Aventura Congelante de Frozen” (Olaf’s Frozen Adventure, 2017). A estratégia no mercado brasileiro foi alterada (ainda bem) e, assim, os espectadores podem apreciar melhor a nova obra da Pixar.

No México, Miguel Rivera (Anthony Gonzalez / Arthur Salerno) é um menino de 12 anos que sonha em ser músico. No entanto, a música foi banida da família Rivera há anos por sua tataravó, Mama Amelia (Alanna Ubach / Adriana Quadros). Mesmo assim, o garoto decide seguir seu sonho, provocando um caos em pleno Dia de Los Muertos, o que afeta não somente o plano terreno como também o plano dos mortos.

Cena do filme 'Viva - A Vida é uma Festa', mostrando Abuelita Elena discutindo com um mariachi na frente de Miguel

É inevitável assistir à “Viva” sem lembrar de “Festa no Céu” (The Book of Life, 2014), já que os dois se passam no Día de Muertos, mas as histórias são tão diferentes que seria injusto dizer que um é cópia do outro. A história é fortemente ligada à tradição mexicana, mas ainda traz lições importantes para crianças e adultos, com uma abordagem bastante lúdica, ainda que alguns dos temas remetam a outros clássicos da própria Disney. E é bom preparar os lenços, porque é impossível não se apegar aos personagens e suas histórias pessoais.

A qualidade visual das animações da Pixar nunca deixa de surpreender e, aqui, o colorido reina, seja nos personagens, seja nos cenários. Outra característica forte de “Viva” são suas músicas, inspiradas no cancioneiro mexicano. As letras ficaram a cargo de ninguém menos que Robert Lopez e Kristen-Anderson Lopez, os nomes por trás das canções de “Frozen” (2013). Um dos maiores destaques é a canção “Remember Me” / “Lembre de Mim”, que deve concorrer como Melhor Canção Original em todas as premiações que puder (e talvez até levar).

Foto promocional do filme 'Viva - A Vida é uma Festa', mostrando Hector, Miguel e o cachorro Dante

A versão brasileira fez algumas alterações, a começar pelo nome do filme.  “Mama Coco”, bisavó de Miguel, virou “Mama Inês” e, com isso, o nome do filme foi alterado para “Viva”. As mudanças não causam nenhum problema em si e Mariana Elisabetsky novamente demonstra competência como tradutora, com letras cativantes e métricas acertadas.

Como já vem fazendo em suas últimas produções, a Disney Brasil recorreu a atores de musicais, como Leandro Luna (Charlie Brown na montagem brasileira do musical “You’re a Good Man, Charlie Brown” em 2012) e Nando Pradho (Javert na montagem brasileira de “Les Misérables” em 2017). Além disso, Rogério Flausino (vocalista da banda Jota Quest) faz uma participação pequena como Gustavo e ainda é responsável pela versão single de “Lembre de Mim” na trilha brasileira.

“Viva – A Vida é uma Festa” é um dos melhores trabalhos da Pixar nos últimos anos e o fato de não ser uma sequência de trabalhos anteriores só conta a seu favor. Emocionante, cativante e inspirador, o longa da Pixar ficou em primeiro lugar durante três semanas seguidas nos EUA e deve conquistar merecidamente os prêmios de melhor animação nas premiações que se aproximam (já conquistou o Golden Globe da categoria na noite do último domingo).

NOTA: 9.5 / 10

Comentários

Deixe uma resposta