O que achei da série “The Gifted” – Temporada 1

Foto promocional da 1a. temporada da série 'The Gifted'

Com direito a um episódio duplo, chegou ao fim nesta semana a primeira temporada da série “The Gifted”. Também ambientada no universo X-Men, a temporada não trouxe nenhum dos mutantes já conhecidos pelos espectadores dos filmes da Fox, mas isso pode ser apenas questão de tempo.

Nesta primeira temporada, o casal Reed (Stephen Moyer) e Caitlin Strucker (Amy Acker) sofreu um baque ao descobrir que seus filhos, Lauren (Natalie Alyn Lind) e Andy (Percy Hynes) são mutantes. Conhecedor das atrocidades do Sentinela, um programa do governo americano desenvolvido para caçar mutantes, Reed e sua família buscam apoio com uma resistência mutante, liderada por Marcos Diaz / Eclipse (Sean Teale), Lorna Dane / Polaris (Emma Dumont) e John Proudstar / Thunderbird (Blair Redford).

Cena da série 'The Gifted', mostrando os Strucker fugindo

Como já era de se esperar de uma primeira temporada de “The Gifted”, os primeiros episódios funcionam como uma contextualização, apresentando personagens e explorando um pouco das intenções do programa Sentinela e seus conflitos com a resistência. No entanto, é possível notar uma certa repetitividade na fórmula em alguns episódios, onde a resistência tem algum plano que é contra-atacado pelo programa Sentinela. Mas a 2a. metade da temporada começa a engrenar e a série melhora consideravelmente.

Outro ponto negativo foi o passado do personagem Marcos, em um cartel de drogas. Além de clichê, essa ramificação não agrega praticamente nada para a história principal. Por outro lado, é bom observar que a série traz uma linguagem mais acessível para o público em geral do que a outra série mutante “Legion” e isso possivelmente ajudou a aumentar a popularidade. A discussão ética em torno da perseguição dos mutantes também tem espaço nesta temporada.

Cena da série 'The Gifted', mostrando Lorna, Lauren e Wes

A história desta temporada faz diversas referências aos quadrinhos publicados na revista “Uncanny X-Men” nos anos 80, mencionando o passado dos Strucker e o Clube do Inferno, o que vai agradar bastante aos fãs dos mutantes. Por enquanto, não há nenhuma indicação de que a série vai fazer algum cross-over com os filmes atuais, tampouco com a série “Legion”; existe a possibilidade de algum X-Men aparecer futuramente, vivido por um ator diferente da encarnação no cinema, algo que já acontece no Universo DC, na série “The Flash”, por exemplo.

Cena de episódio da série 'The Gifted', mostrando os mutantes da resistência em ação

O padrão técnico da série está acima da média das séries de heróis, mas não espere uma super-produção no nível dos filmes de cinema. Ainda assim, vale destacar o bom trabalho nas sequências que envolvem as trigêmeas Cuckoos, vividas por Skyler Samuels. “The Gifted” ainda conta com uma grande quantidade de sequências externas, fruto do alto orçamento que a série recebeu. Por outro lado, na 2a. metade da temporada, foi possível notar uma edição de áudio estranha, especialmente quando um personagem fala e seus lábios não são focalizados pela câmera.

Com atuações dentro do padrão, a série “The Gifted” teve um esquema de exibição mundial: o episódio exibido nos EUA era transmitido dois dias depois no canal Fox Brasil. De olho na boa recepção do público e da crítica, a Fox renovou a série para mais uma temporada, que ainda não tem previsão de estreia.

NOTA: 8.5 / 10

Cena de episódio da série 'The Gifted', mostrando o poder da união dos irmãos Strucker