O que achei do filme “O Rei do Show”

Pôster do filme 'O Rei do Show'

Aguardado com muita expectativa por fãs de musicais, “O Rei do Show” (The Greatest Showman) não deixa dúvidas quanto a sua grandiosidade: com um orçamento de US$ 84 milhões e grandes nomes como Hugh Jackman e Zac Efron em seu elenco, as composições do musical são assinadas pela dupla Pasek & Paul, que esteve à frente de outro grande musical do ano passado, “La La Land — Cantando Estações” (La La Land, 2016).

De origem humilde, P. T. Barnum (Hugh Jackman) sempre sonhou em trabalhar entretendo pessoas. Casado com a filha de um nobre, ele inicia a realização do seu sonho montando um museu, que logo começa a chamar a atenção por ter como atrações pessoas que são tidas como aberrações e párias da sociedade. Em meio aos risos e diversões, também há aqueles que querem que Barnum vá embora da cidade.

Foto promocional do filme 'O Rei do Show', mostrando o elenco do circo junto de seu criador

Anunciado há quase 10 anos, “O Rei do Show” ganhou sinal verde para produção após o enorme sucesso de “La La Land”, no ano passado. O musical é o trabalho de estreia como diretor de Michael Gracey, que demonstra bastante competência e ousadia ao dirigir sequências com coreografias complexas e tomadas aéreas, além de executar muito bem várias transições entre as cenas.

Baseado na história real de Phineas Taylor Barnum, não espere que o roteiro de “O Rei do Show” seja uma cinebiografia, já que o foco aqui está no circo. Embora seja um show de aberrações, por assim dizer, não há nenhum momento em que o showman reflita sobre a exploração dos membros de seu picadeiro, que são minimamente desenvolvidos pelo roteiro. Entretanto, mesmo sendo altamente previsível e cheia de clichês, a história não deixa de ser inspiradora.

Cena do filme 'O Rei do Show', mostrando P.T. Barnum ao lado de Philip

Embora a história se passe no século XIX, não espere por músicas com estilos mais clássicos. Pop do começo ao fim, “O Rei do Show” traz canções que não soariam deslocadas em rádios contemporâneas. Enquanto uma delas, “This is Me”, está indicada ao Globo de Ouro por Melhor Canção Original, há ótimos momentos como “A Million Dreams”, “Never Enough” e “Rewrite the Stars”, um dueto entre Zac Efron e Zendaya.

Com um talento para musicais já evidenciado por “Os Miseráveis” (Les Misérables, 2012), o talentoso Hugh Jackman mostra bastante energia para os números musicais e ainda faz uma ótima química com Michelle Williams. E não deixa de ser nostálgico ver Zac Efron dançando e cantando, como na época de “High School Musical”: embora o timbre de sua voz tenha mudado, o ator faz um excelente trabalho.

Cena do filme 'O Rei do Show', mostrando o primeiro encontro dos personagens de Zendaya e Zac Efron

Mas há grandes surpresas aqui. Zendaya finalmente pôde demonstrar sua ótima capacidade de atuação, diferente de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (Spider-Man: Homecoming). E não apenas isso: a atriz também é uma das melhores vozes da trilha sonora, ao lado de Keala Settle, que interpreta a mulher barbada. O filme ainda conta com a participação de Rebecca Ferguson, que dubla a música “Never Enough”, cantada por Loren Allred, candidata da 3a. temporada do “The Voice” americano.

“O Rei do Show” tem uma história simples e batida, mas é um musical colorido, energético e carismático. Mesmo sendo lançado após a estreia de “Star Wars: Os Último Jedi” (Star Wars: The Last Jedi), o confronto foi inevitável. Por conta disso e, também, pelo fato do grande público não apreciar musicais, o filme ainda está longe de arrecadar o suficiente para se pagar. Por outro lado, a trilha sonora do musical se encontra no topo do ranking do iTunes e da Amazon.

NOTA: 8 / 10

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