O que achei da série “Mr. Robot” — Temporada 3

Foto promocional da terceira temporada de 'Mr. Robot'

A aclamada série “Mr. Robot” chegou à sua terceira temporada, que estreou em Outubro deste ano, com exibição na TV brasileira (canal Space) um dia depois da exibição norte-americana. Enquanto a segunda temporada foi mais abstrata e cheia de joguinhos com o espectador, a terceira tem uma cara bem mais parecida com as origens da série.

A história aqui tem início após o trágico reencontro entre Elliot (Rami Malek) e Tyrell (Martin Wallström), onde o primeiro estava tentando impedir a execução da fase 2 do plano do Dark Army e acabou sendo baleado pelo segundo. Elliot sobrevive e percebe que a fase 2 ainda não foi executada. Ele muda de estratégia e passa a trabalhar dentro da E Corp para evitar que o novo hack tenha êxito.

Cena de episódio da terceira temporada da série 'Mr. Robot', mostrando Angela e Mr. Robot sentados em um ônibus

Quem arranja este emprego para Elliot é a executiva da E Corp Angela (Portia Doubleday), que vê nisso uma oportunidade de vigiar Elliot e manipulá-lo em prol das ações do Dark Army. Darlene (Carly Chalkin) acompanha o irmão em sua saga para tentar reparar os danos que causaram ao mundo mas, ao mesmo tempo, ela está trabalhando como informante do FBI, que quer descobrir de uma vez por todas quem está por trás da fsociety.

Um grande mérito da 3a. temporada de “Mr. Robot” é que ela é altamente esclarecedora e reveladora. Ela explica quais as reais intenções do Dark Army e demonstra toda a magnitude de seu plano. Aqui, também ficamos sabendo do que aconteceu com Tyrell durante o tempo em que esteve desaparecido (na 2a. temporada) e, finalmente, como ele se integrou ao Dark Army (no fim da primeira temporada).

Cena de episódio da terceira temporada de 'Mr. Robot', mostrando Tyrell com uma arma apontada para sua testa

No entanto, alguns arcos que tinham um grande potencial para deslanchar, como a subplot que envolvia Joanna Wellick (Stephanie Corneliussen), foram encerrados de forma pouco satisfatória. E, especialmente nos últimos episódios, a personalidade de Whiterose (BD Wong) está tão diferente, que nem parece a mesma personagem fria e calculista que conhecemos na primeira temporada.

A qualidade da direção de “Mr. Robot” sempre surpreende e não foi diferente nesta temporada. A começar pela introdução do segundo episódio, que mostra de forma lúdica e divertida o dia-a-dia de Elliot na E Corp, ao som de “New Sensation” do INXS. Mas o maior expoente da ousadia de Sam Esmail está no eletrizante episódio “eps3.4_runtime-error.r00” que é um plano sequência simulado do começo ao fim, tenso e extremamente bem editado. Talvez seja o melhor episódio da série.

Cena de episódio da terceira temporada de 'Mr. Robot', mostrando Angela e Darlene assistindo à TV

Falar das excelentes performances de Rami Malek e Christian Slater é chover no molhado, mas há de se notar que o último teve menos participação nesta temporada. Quem realmente cresceu bastante aqui foi Portia Doubleday, com uma atuação irrepreensível e muitas vezes cativante. Vale destacar que Martin Wallström também teve ótimos momentos, já que voltou a aparecer na série. O elenco ainda ganhou a grande participação de Bobby Cannavale, no papel de Irving, um dos maiores capangas que o Dark Army já teve.

Com uma audiência que não reflete sua qualidade, “Mr. Robot” entrega uma terceira temporada com soluções um tanto convenientes demais, mas consegue alavancar bastante sua história com revelações importantes. Apesar da baixa popularidade, a quarta temporada da série já foi confirmada e só deve estrear no fim do ano que vem.

NOTA: 8.5 / 10

Cena de episódio da terceira temporada da série 'Mr. Robot', mostrando Elliot na rua estupefato com o que está acontecendo

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