ESPECIAL ORIGINAIS NETFLIX – O que achei de “Stranger Things” – Temporada 2

Cena da 2a. temporada de 'Stranger Things', mostrando as crianças observando alguma coisa

Depois de uma estreia altamente bem-sucedida, a Netflix não poupou esforços para promover a 2a. temporada de “Stranger Things”. Com direito a exibição do primeiro episódio da série na TV aberta brasileira (SBT), criou-se uma grande expectativa em relação ao que estaria por vir. Lançada no final do mês passado, a nova temporada consegue ter um pouco mais de objetividade e, enfim, se atém mais à história do que às referências oitentistas.

Quase um ano depois, o terror causado pelo Demogorgon ainda está presente nas mentes de alguns cidadãos de Hawkins. Enquanto as perdas de Eleven (Millie Bobby Brown) e Barb (Shannon Purser) ainda são sentidas, Will Byers (Noah Schnapp) mostra ainda mais sinais de que há alguma coisa errada, mas não somente com ele. O Mundo Invertido ainda é uma realidade e uma nova e maior ameaça pode invadir o mundo real.

Cena da 2a. temporada de 'Stranger Things', mostrando Joyce e Bob

A história desta nova temporada dá continuidade à trama apresentada no ano passado, explorando e esclarecendo um pouco mais do passado de Eleven e do laboratório onde foi criada. O grupo de crianças ganha uma nova integrante, Max (Sadie Sink), enquanto Will ganha um destaque muito grande (e justo). Embora tudo acabe de conectando no final, as histórias secundárias não são tão bem desenvolvidas, especialmente a saga que envolve o passado de Eleven, cujas sequências soam deslocadas em meio à história principal.

Como se esperava, o elenco foi reforçado, mas nem todos foram bem aproveitados. Para suprir a ausência de Eleven, o grupo passou a contar com a presença de Max (Sadie Sink), que é irmã do valentão Billy (Dacre Montgomery). Enquanto ela já está bem inserida na história, Billy ainda não mostrou a que veio. Joyce Byers passou a namorar o simpático Bob (Sean Astin) e o jornalista Murray (Brett Gelman) entrou para investigar todo o escândalo envolvendo o laboratório Hawkins, agora chefiado por Sam (Paul Reiser).

Felizmente, desta vez, o roteiro priorizou o drama de Will e a sensação de impotência de sua mãe Joyce (Winona Ryder). Assim, a série demonstra que é mais do que um apanhado de referências oitentistas; mas elas estão presentes, não se preocupe quanto a isso. O maior orçamento desta temporada está evidenciado com a grande quantidade de sequências que envolvem os seres do Mundo Invertido.

Cena da 2a. temporada de 'Stranger Things', mostrando Will amendrontado

A atuação também melhorou aqui. Winona Ryder está bem menos exagerada em suas expressões e forma um par bem simpático com Sean Astin, protagonista de “Os Goonies” (The Goonies, 1985), uma das maiores inspirações da série. Mas a maior surpresa do elenco que retornou nesta temporada fica por conta de Noah Schnapp. Finalmente, o garoto tem a oportunidade de demonstrar todo o talento que possui, e isso pode render até mesmo indicações para prêmios.

A segunda temporada de “Stranger Things” consegue manter o nível da primeira, aguçando a expectativa gradualmente. Depois de tanta divulgação, o resultado foi positivo: de acordo com a Variety, 360 mil pessoas assistiram os 9 episódios desta temporada em 24 horas. Para agradar ainda mais aos fãs, a Netflix liberou ao mesmo tempo uma nova série com discussões entre o elenco e os produtores sobre cada episódio desta temporada, chamada “O Universo de Stranger Things” (Beyond Stranger Things). Ótima estratégia, já que a terceira temporada só deve vir em 2019!

NOTA: 8.5 / 10

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