ESPECIAL ORIGINAIS NETFLIX — O que achei do filme “Jogo Perigoso”

Pôster do filme 'Jogo Perigoso'

O especial deste mês vai ser sobre Originais da Netflix. Ao longo dos próximos fins de semana, teremos posts sobre alguns dos filmes, especiais ou séries que são originais da Netflix. Hoje, começamos pelo filme “Jogo Perigoso”!

Stephen King nunca esteve tão bem representado no mundo cinematográfico como neste ano. Além do grande sucesso “It — A Coisa” (It), que é um remake do filme de 1990, a Netflix lançou uma nova produção original baseada em uma das obras do autor. Lançado sem muito alarde em Setembro deste ano, o terror psicológico “Jogo Perigoso” (Gerald’s Game) é competente e faz jus ao livro de 1992.

Em crise, o casal Jessie (Carla Gugino) e Gerald (Bruce Greenwood) viaja para uma casa isolada, onde pretendem passar um fim de semana romântico. Para apimentar a relação, Gerald planeja usar algemas em Jessie, que aceita participar do joguinho, mesmo hesitante. Entretanto, Gerald sofre um ataque cardíaco fulminante e acaba morrendo, deixando Jessie presa à cama e aos seus traumas.

Cena do filme 'Jogo Perigoso', mostrando Jessie e Gerald na cama

Bastante fiel ao livro, inclusive com um final que divide opiniões, a história de “Jogo Perigoso” é interessante não só pela situação em si, mas também por trazer à tona eficientemente todo um passado que influencia diretamente na vida dos protagonistas. É curioso notar também que, embora tenhamos um perfil rico sobre a personagem Jessie, tudo o que se vem a conhecer sobre Gerald é fruto da percepção que ela tem sobre ele.

Dirigido pelo competente Mike Flanagan, o mesmo nome por trás de “Ouija: A Origem do Mal” (Ouija: Origin of Evil, 2016), “Jogo Perigoso” consegue criar uma atmosfera hipnotizante e mórbida, ao mesmo tempo que provoca o espectador com as sequências de alucinação muito bem editadas. Apesar do uso de filtros questionáveis em algumas sequências, o trabalho técnico é muito bom, especialmente nas sequências mais sombrias.

Foto promocional do filme 'Jogo Perigoso', mostrando Carla Gugino

Este é o tipo de filme onde a performance dos atores têm um papel fundamental na construção do clima. E os protagonistas estão excelentes, especialmente Carla Gugino. A atriz dá conta de todas as suas cenas, mas as que mais chamam atenção são as que sua personagem está alucinando, o que ocorre em grande parte do filme. Suas cenas com Bruce Greenwood possuem dinâmica e são provocativas.

Com muitas cenas que não vão agradar quem tem estômago fraco, “Jogo Perigoso” é uma das melhores adaptações de livros de Stephen King. Mesmo com um final um tanto deslocado da história principal (que é o mesmo final do livro), ainda há bastante mérito na execução e especialmente pela performance de seus protagonistas.

NOTA: 8.5 / 10

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