O que achei do filme “Thor: Ragnarok”

Pôster do filme 'Thor: Ragnarok'

Os primeiros filmes do personagem Thor são pouco memoráveis, isso é um fato. Embora tenham introduzido o personagem e o mundo de Asgard, “Thor” (2011) e “Thor: O Mundo Sombrio” (Thor: The Dark World, 2013) causaram bem menos impacto do que os filmes dos demais heróis do Universo Cinematográfico da Marvel. “Thor: Ragnarok”, no entanto, segue uma abordagem completamente diferente e vem causando bastante surpresa.

Asgard é invadida pela terrível vilã Hela (Cate Blanchett), que planeja conquistar mais do que isso: ela pretende dominar todo o universo. Ao enfrentá-la, Thor (Chris Hemsworth) acaba indo parar em um lugar desconhecido e é capturado. Ele precisa fugir para Asgard o quanto antes para evitar que Hela execute seu plano.

Cena do filme 'Thor: Ragnarok', mostrando Loki e Thor em Nova Iorque

“Thor: Ragnarok” conta com uma história que se passa algum tempo após de “Vingadores: Era de Ultron” (Avengers: Age of Ultron, 2015) e que nos apresenta a nova realidade do herói. Como não poderia deixar de ser diferente, outro Vingador dá as caras neste longa: o Hulk. Mesmo não contextualizando por completo o que leva o gigante a aparecer no mesmo lugar que Thor (e isto pode ser uma estratégia para novos filmes), os acontecimentos daqui implicarão em consequências no próximo filme dos Vingadores.

Em sua estreia na direção de um filme do Universo Cinematográfico Marvel, Taika Waititi reduz drasticamente a seriedade e o tom sombrio que embalavam os primeiros filmes do personagem. Na verdade, “Thor: Ragnarok” traz mais sequências de humor do que “Guardiões da Galáxia” (Guardians of the Galaxy, 2014), chegando até a exagerar um pouquinho em suas cenas estilo “Looney Tunes”. É uma diferença e tanto em relação aos demais filmes do herói mas torna este filme realmente singular e bem mais leve.

Cena do filme 'Thor: Ragnarok', mostrando Thor enfrentando Hulk

Outra característica notável nesta sequência é o aspecto mais colorido, mais “vivo” das imagens, em relação aos filmes anteriores. Isso reforça o clima lúdico e ajuda a tirar bastante peso do personagem. Thor ganhou até uma música-tema aqui: a famosa “The Immigrant Song”, do Led Zeppelin. A trilha sonora ainda trabalha com sintetizadores em músicas que remetem à virada dos anos 70 para os 80. Os efeitos visuais aqui também estão excelentes, com destaque para a sequência do flashback das valquírias, que é estonteante.

Outra coisa incomum para os filmes da Marvel é a presença de uma atriz do calibre de Cate Blanchett. Por mais que sua personagem seja unidimensional, a performance de Blanchett é hipnotizante. Ainda temos a participação de Tessa Thompson, já conhecida pelos fãs da série “Westworld”, que tem potencial não só para se tornar o novo par romântico do protagonista, como também de executar ótimas sequências de luta. Jeff Goldblum também exercita sua veia cômica no longa e Benedict Cumberbatch faz uma participação curta, mas divertida no início do filme, como o Doutor Estranho.

Cena do filme 'Thor: Ragnarok', mostrando Hela

“Thor: Ragnarok” estabelece um novo estilo para os filmes do herói, que pode não agradar aos fãs mais puristas, mas torna o personagem bem mais interessante. Entretanto, o exagero nas piadas e sequências de humor pode se tornar um problema, o que não foi o caso aqui. O longa ainda não estreou nos EUA, mas ficou no topo das bilheterias em seu primeiro final de semana aqui no Brasil. Como de costume, há 2 cenas extras: uma durante os créditos e outra ao final.

NOTA: 8.5 / 10

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