O que achei do filme “It – A Coisa” (2017)

Foto promocional do filme 'It - A Coisa' (2017), mostrando Pennywise

O livro “A Coisa” (It, 1986) é um dos trabalhos mais notáveis e populares de Stephen King, vencedor de diversos prêmios de literatura. Em 1990, a obra foi adaptada para uma minissérie, que foi transmitida pelo canal ABC em duas partes que, somadas, conquistaram aproximadamente 30 milhões de espectadores. 27 anos depois, chega aos cinemas o primeiro capítulo da história, sob o título “It – A Coisa” (It), que também está fazendo tanto sucesso quanto (ou até mais do que) a minissérie dos anos 90.

No fim dos anos 80, estranhos desaparecimentos de crianças abalam a pacata cidade de Derry. O irmão de Bill (Jaeden Lieberher) é um dos desaparecidos e ele, inconformado, acredita que seu irmão está perdido. Depois de serem atormentados por um palhaço maligno chamado Pennywise (Bill Skarsgård), ele e outras 6 crianças acabam formando o “Clube dos Perdedores”, que vai tentar enfrentar o demônio e descobrir o paradeiro de todas as crianças desaparecidas.

Foto de cena do filme 'It - A Coisa', mostrando o Clube dos Perdedores nos encanamentos

O longa é dirigido por Andrés Muschietti, que não é novato no gênero de terror, tendo em seu currículo o filme “Mama” (2013). Os novos roteiristas decidiram seguir um estilo linear, desviando um pouco do filme de 1990 e do livro original. Apesar disso, a solução é satisfatória e cria uma grande expectativa para aqueles que conhecem as obras originais, acerca do rumos do próximo capítulo da franquia.

A história não está só atualizada, mas tudo está ainda mais intenso do que no original. Ao contrário do longa mais antigo, neste as características de cada criança estão bem evidentes e as sequências de terror estão bem mais explícitas. Por sinal, outra diferença é que o palhaço Pennywise está bem mais assustador e menos caricato, trocando o tom de humor sádico pelo bizarro apavorante.

Foto de cena do filme 'It - A Coisa', mostrando Pennywise em frente à casa abandonada segurando um balão

É injusto comparar este filme com o original nos aspectos técnicos, por conta da constante evolução da tecnologia. E, de fato, não só os efeitos visuais aqui estão extremamente bem produzidos, como também o figurino e a maquiagem. Um detalhe interessante é que, em um plano fechado de Pennywise, é possível perceber que o palhaço está meio vesgo. Mas acredite: é intencional e não é fruto de computação gráfica: é um “talento” bizarro do próprio Bill Skarsgård.

Falando em Skarsgård, a performance do ator é única e lembra muito pouco o Pennywise de Tim Curry. Nesta versão, o palhaço é mais assustador e, ao mesmo tempo, muito mais sádico. Os atores que interpretam as crianças têm atuações muito boas, especialmente a linda Sophia Lillis (que interpreta a Beverly), Finn Wolfhard (que faz o Richie aqui e o Mike em “Stranger Things”) e Jack Dylan Grazer (o hipocondríaco Eddie).

Cena do filme 'It - A Coisa', mostrando Sophia Lillis

Esta nova versão de “It” foi tão bem recebida pelo público que quebrou recordes de bilheteria nos EUA. O filme não só se tornou a maior abertura para um filme no mês de Setembro, como se tornou a maior abertura para um filme de horror, com 117 milhões de dólares! Aqui no Brasil, o longa também liderou com folga as bilheterias, com 17 milhões de reais. Isso tudo só aumenta a expectativa em cima do próximo capítulo da história, previsto para 2019!

NOTA: 9.5 / 10

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