O que achei do filme “Atômica”

Pôster do filme 'Atômica'

A agente Lorraine Broughton (Charlize Theron) é enviada para Berlim, em plena Guerra Fria, para investigar o assassinato de um colega e recuperar uma lista com os nomes de vários agentes duplos. Para isso, ela estará acompanhada de outro agente, David Percival (James McAvoy), que já habita e conhece a região. Mesmo disfarçada e fazendo uso das mais complexas técnicas de combate, Lorraine não terá uma missão fácil.

“Atômica” (Atomic Blonde) marca a estreia de David Leitch como diretor — ele também será o diretor do próximo filme de “Deadpool”. O roteiro um tanto previsível de Kurt Johnstad é baseado no livro “The Coldest City”, escrito por Antony Johnston em 2012. Fica bem evidente que a predileção por mostrar sequências de ação e o ritmo bem corrido acabaram por comprometer o desenvolvimento da história, o que pode confundir o espectador.

Cena do filme 'Atômica', mostrando Lorraine lutando com vilões em uma escada

Leitch mostra que sabe como dirigir cenas de luta e nos presenteia com um senhor quebra-pau em um plano-sequência simulado de 10 minutos, aproximadamente, cuja trilha sonora não tem nenhuma música. É a melhor sequência do filme. Outro detalhe que chama a atenção, a fotografia do longa usa de cores que remetem à estética new-wave dos anos 80. Por sinal, essa também é a temática da trilha sonora, recheada de clássicos como “Blue Monday”, do New Order, “Major Tom”, de Peter Schilling, e a já batida “99 Luftballons”, da cantora Nena.

Bem experiente no gênero, Charlize Theron não negou fogo para as várias sequências de ação e encarna com bastante propriedade o papel da agente protagonista. Ela domina todas as suas cenas, inclusive as que contracena com James McAvoy, que está se especializando em fazer cada vez mais papéis de esquisitos no cinema. O filme ainda conta com a participação de John Goodman e Sofia Boutella, que também esteve em “Kingsman: Serviço Secreto” (Kingsman: The Secret Service, 2014).

Cena do filme 'Atômica', mostrando Charlize Theron e Sofia Boutella

As confusões e atropelos do roteiro de “Atômica” são remediados com sequências muito bem produzidas. Embora a bilheteria do longa não seja ruim, está longe de ser impressionante: o longa estreou em 4o. lugar nas bilheterias brasileiras, ficando atrás de “Annabelle 2: A Criação do Mal” (Annabelle 2: Creation), que já está em cartaz há algum tempo por aqui. Nos EUA, não foi diferente: o filme também ficou em 4o. lugar no fim de semana de estreia, atrás de “Dunkirk”, que havia estreado por lá na semana anterior.

NOTA: 8 / 10

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