O que achei do filme “Mulher Maravilha”

Pôster do filme 'Mulher Maravilha'

Depois de vários fracassos cinematográficos nos últimos anos, como “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça” (Batman v. Superman: Dawn of Justice, 2016), parece que as franquias dos heróis da DC Comics e dos estúdios Warner finalmente vão decolar. Isso, se seguirem os passos do mais novo filme do universo DC, “Mulher Maravilha” (Wonder Woman), que estreou mundialmente na última semana. O longa é tão bom quanto um longa da Marvel e já vem fazendo bons números nas bilheterias (foi o mais visto no Brasil no fim de semana de estreia).

Diana (Gal Gadot) vive na ilha de Themyscira, que é habitada apenas por amazonas, onde vem sendo treinada desde cedo para se tornar uma exímia guerreira. Depois de resgatar o piloto Steve Trevor (Chris Pine), Diana toma conhecimento da grande guerra que está exterminando o mundo, a 1a. Guerra Mundial. Por acreditar na lenda de que as amazonas são as responsáveis pela harmonia no mundo dos homens, Diana parte com Steve para ajudá-lo a pôr fim à guerra. Mas ela descobrirá que não é uma simples amazona e que possui um propósito ainda maior.

Foto promocional do filme 'Mulher Maravilha', mostrando amazonas de Themyscira

“Mulher Maravilha” é a primeira adaptação cinematográfica da personagem e levou mais de 15 anos para ser executada desde sua aprovação, entre idas e vindas e trocas de diretores e roteiristas. Finalmente, o longa ficou sob a direção de Patty Jenkins, que se tornou a primeira mulher a dirigir um filme de super-heróis. E, para a alegria dos fãs da DC, a adaptação tem êxito ao contar a história da origem da heroína, dosando bem as sequências de ação e os momentos de humor.

Todo o segmento com as amazonas é muito bem realizado, mas sua participação reduzida é um pouco frustrante. Alguns dos personagens, como os amigos de Steve e os vilões são um pouco caricatos (inclusive em suas caracterizações). Mesmo com quase 2 horas e meia de duração, o longa tem um bom ritmo, embora o último ato não seja tão bem desenvolvido (com um final até simples), o que diminui um pouco o seu impacto.

Cena do filme 'Mulher Maravilha', mostrando Diana surpresa com seu poder

Como em todo filme do gênero, os efeitos visuais têm um papel fundamental no desenvolvimento da história e, aqui, não é diferente. Mas há uma irregularidade que faz com que alguns desses efeitos não pareçam tão refinados. Por outro lado, a trilha sonora é eficiente e, além de relembrar a música-tema da personagem, que estreou em “Batman vs. Superman”, conta com um dueto entre Sia e o cantor britânico Labrinth, chamada “To Be Human”. Pouco utilizado e sem relevância, o 3D é dispensável.

Aqui, Gal Gadot tem a oportunidade de se destacar mais do que em “Batman vs. Superman” e consegue cumprir bem esse papel, mas ela acaba sendo ofuscada por seu colega de cena, Chris Pine. O ator mostra que consegue alternar entre a ação e a comédia de forma eficiente. Outros destaques, mesmo com pouco tempo de tela, são Robin Wright, como Antíope e Lucy Davis, como a hilária secretária de Steve. O longa ainda conta com a presença de David Thewlis, que interpretou o professor Lupin na saga “Harry Potter”.

Cena do filme 'Mulher Maravilha' mostrando Steve, Diana e seus colegas posando para uma foto

A falta de sangue em “Mulher Maravilha” é algo que se nota claramente e deve ter sido exigência dos executivos da Warner para ter uma classificação indicativa mais abrangente, já que a heroína possui um grande apelo entre as meninas. Por ser uma das poucas super-heroínas com destaque nos quadrinhos, não era de se estranhar que o filme trabalhasse questões feministas, que são destacadas adequadamente, como a sequência em que Diana adentra uma reunião exclusivamente masculina. Não há cenas extras, então não precisa esperar até o final dos créditos.

NOTA: 8.5 / 10

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