O que achei do filme “Guardiões da Galáxia, Vol. 2”

Pôster do filme 'Guardiões da Galáxia, Vol. 2'

Mesmo sem muita expectativa, o primeiro “Guardiões da Galáxia” (Guardians of the Galaxy, 2014) se tornou um sucesso de crítica e de público: foi o filme com a terceira maior bilheteria daquele ano nos EUA. Não demorou muito para a Marvel anunciar a sequência, “Vol. 2”, que estreou nos cinemas brasileiros com uma semana de antecedência em relação aos EUA. Mas, com maiores expectativas a atender, este filme acaba deixando um pouco a desejar.

O quinteto formado por Peter Quill (Chris Pratt), Gamora (Zöe Saldana), Drax (Dave Bautista), Rocket (Bradley Cooper) e Baby Groot (Vin Diesel) agora são conhecidos como Guardiões da Galáxia, um grupo cheio de personalidades fortes e diferentes que luta para se manter unido. Ao sofrerem um ataque, os heróis são salvos por Ego (Kurt Russell), que revela ser o pai de Peter. Será que os heróis ainda permanecerão unidos?

Foto de cena do filme 'Guardiões da Galáxia, Vol. 2', mostrando os heróis recebendo sua recompensa por uma missão

Novamente com James Gunn na direção e Kevin Feige no roteiro, “Guardiões da Galáxia Vol. 2” tinha a difícil missão de ser tão bom ou melhor que o primeiro filme. Em termos de história, no entanto, a missão não foi bem-sucedida. A trama demora muito para se desenvolver e é bastante previsível. Diferente de seu antecessor, não há praticamente nenhuma conexão desta história com o mundo Marvel, tornando-a descartável nesse universo, até.

A personalidade de vários personagens está destoante do que se viu no primeiro longa. Por exemplo, Rocket está bastante sentimental, sem boa parte da atitude badass com a qual se destacou anteriormente. E, se no primeiro filme, o ingênuo Drax sofria com as frases de duplo sentido, aqui é ele quem as recita para Mantis (Pom Klementieff), a personagem ingênua da vez. A maioria das piadas é fraca e não funciona. Nem o carisma de Baby Groot é suficiente para salvar o filme neste ponto.

Cena do filme 'Guardiões da Galáxia, Vol. 2', mostrando Ego

Não seria um filme da Marvel se os efeitos especiais não fossem excelentes. Além da sequência inicial, merece destaque neste quesito a sequência que se passa no núcleo do planeta de Ego. Como no “Volume 1”, a trilha sonora deste filme é formada por diversas canções famosas nos anos 70, como a ótima “The Chain”, do Fleetwood Mac. Mas há uma música original, “Guardians Inferno”. A trilha sonora foi lançada antes da estreia do filme e também pode ser ouvida nos sites de streaming.

“Guardiões da Galáxia, Vol. 2” é um bom entretenimento, mas não satisfaz o apetite dos que buscam uma boa história com conexões com o universo Marvel. O longa estreou apenas ontem nos EUA, mas liderou as bilheterias brasileiras no seu primeiro fim de semana de estreia. Mesmo sem os resultados das bilheterias americanas deste, o “Vol. 3” já está garantido. E, para quem curte cenas durante os créditos aqui encontrará nada menos do que cinco!

NOTA: 7.5 / 10

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