O que achei do filme “Power Rangers”

Foto promocional do filme 'Power Rangers', mostrando os rangers com suas armaduras

Até que demorou para produzirem um novo longa da franquia “Power Rangers”. Iniciada em 1993, a série já está em sua 24a. temporada (ou reinvenção) e deu origem a 2 longas; o último deles, “Turbo: Power Rangers 2” (Turbo: A Power Rangers Movie), foi lançado em 1997. 20 anos depois, os heróis voltam aos cinemas em um reboot (que não tem nada a ver com a temporada atual, diga-se de passagem) que deve agradar aos mais nostálgicos.

Jason (Dacre Montgomery), Kimberly (Naomi Scott), Billy (RJ Cyler), Trini (Becky G) e Zack (Ludi Lin) são cinco adolescentes sem grandes perspectivas. Ao se encontrarem em um canteiro de escavação, por acaso, descobrem que estão destinados a salvar o planeta de um ataque orquestrado por Rita Repulsa (Elizabeth Banks). Para isso, além de treinar, eles precisarão superar suas diferenças e problemas pessoais.

Foto promocional do filme 'Power Rangers', mostrando os adolescentes que são os rangers

O roteiro do longa, assinado por John Gatins, reconta a origem dos Power Rangers e sua batalha contra Rita Repulsa nos dias de hoje, em meio aos conflitos e dilemas adolescentes dos personagens. Há várias referências à 1a. temporada da série, a começar pelos nomes dos personagens e de sua cidade, Angel Grove (que ficou conhecida aqui como Cidade Alameda dos Anjos). O longa ainda traz personagens queridos como Zordon (com voz de Bryan Cranston) e o simpático robô Alpha-5 (com voz de Bill Hader). Ainda, foi feita uma mudança em relação à descendência de Zack, para evitar polêmicas em relação ao seu uniforme preto.

Se o filme dedica uma boa parte de seu início a uma contextualização sobre o ranger vermelho, o mesmo não se pode dizer dos demais. Mal se sabe, por exemplo, a razão pela qual Kimberly vai parar na sala de detenção junto com Jason e Billy, no início do filme. Apesar do alarde que foi feita em cima da sexualidade de Trini, por parte de alguns sites, o longa trata o assunto com generalismos e uma sutileza tão grande (por conta da censura, provavelmente) que o seu desabafo, em determinado momento, pode ser a respeito de qualquer coisa.

Os efeitos visuais são medianos; alguns deles deixam bastante a desejar, como a cena em que Kimberly mergulha em um rio. Já outras sequências do filme merecem destaque, como a fuga de Jason no início do filme, um plano-sequência simulado, onde a câmera gira em 360 graus mostrando tudo o que está acontecendo no carro e ao redor dele. A edição chega a ser confusa em alguns momentos, como quando os personagens decidem passar a noite fora e, logo em seguida, uma cena mostra Trini dormindo em casa.

Cena do filme 'Power Rangers', mostrando Rita Repulsa em ação

A melhor das atuações aqui é a de Elizabeth Banks, que domina suas cenas e dá o tom certo para a vilã. Em seguida, vale mencionar os bons trabalhos de RJ Cyler, o ranger azul, que é responsável pelas melhores tiradas, e de Bryan Cranston, que teve de se virar praticamente com suas entonações de voz para o personagem Zordon. Dacre Montgomery (e sua enorme semelhança com Zac Efron) cumpre bem o seu papel, enquanto os demais atores não conseguem demonstrar seus potenciais. O longa ainda conta com uma participação especial de Jason David Frank e Amy Jo Johnson, os primeiros rangers verde e rosa, em uma cena curta.

Os fãs mais nostálgicos vão gostar de rever os Power Rangers em uma super produção, mas o longa fica atrás dos filmes atuais de super-heróis, como os da Marvel. No Brasil, o longa estreou em 2o. lugar (atrás de “A Bela e a Fera”), mas no EUA a recepção não tem sido tão calorosa. Embora o produtor Haim Saban já tenha comentado sobre a possibilidade de realizar várias sequências  de “Power Rangers”, o retorno das bilheterias realmente é um fator determinante.

NOTA: 7 / 10

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