O que achei de “How to Get Away With Murder” — Temporada 3

Pôster da 3a. temporada de 'How to Get Away With Murder'

A escola Shonda Rhimes de séries nunca esteve tão bem representada como nesta 3a. temporada da série “How to Get Away With Murder”, que chegou ao fim com um episódio duplo na semana passada (nos EUA). Mais uma vez, tivemos um grande mistério regado a dramas conjugais novelescos e, como eu previ no ano passado, um importante personagem morreu — uma artimanha de roteiro bem batida nas séries da Shondaland.

Nesta temporada, todos os olhos estão sobre Annalise (Viola Davis), inclusive os de Nate (Billy Brown). Frank (Charlie Weber) está foragido, acobertado por Bonnie (Liza Weil), depois de tudo o que aconteceu em Nova Iorque. Enquanto a relação de Michaela (Aja Naomi King) e Asher (Matt McGorry) está se solidificando, Connor (Jack Falahee) e Oliver (Conrad Ricamora) passam por uma crise.

Cena de episódio da 3a. temporada de 'How to Get Away With Murder', mostrando parte da equipe de Annalise

Falando em crise, Wes (Alfred Enoch) e a eterna busca por sua identidade está afetando a sua vida, assim como suas relações pessoais, especialmente com Laurel (Karla Souza). E, como se não bastasse tudo o que vem enfrentando, Annalise é acusada de assassinato quando um deles morre na explosão de sua casa. Mas será que ela realmente estava por trás de tudo? Quem morreu?

Pra variar, Annalise e sua equipe estão por trás do grande caso da temporada. A diferença é que aqui há uma vítima entre eles. A construção da expectativa acerca do caso vem sendo feita ao longo dos episódios com os flashforwards já característicos da série. E, também como de costume, as linhas temporais se cruzam justamente no meio da temporada. É como se fosse uma receita de bolo a ser seguida em cada temporada.

Não bastassem os vícios da própria série, o espectador ainda precisa lidar com os vícios dos roteiristas da equipe de Shonda Rhimes. O uso de relacionamentos improváveis, inaugurado na 2a. temporada, persiste aqui com Bonnie e Frank. Aqui também há espaço para os dramas conjugais, sendo que o pior deles é, sem dúvida, o de Connor e Oliver. Não duvido também que a próxima temporada traga novos personagens fixos para a série: a rotatividade na séries da Shonda é grande.

Cena de episódio da 3a. temporada de 'How to Get Away With Murder', mostrando Bonnie e Frank

Apesar de tudo, há de se convir que houve uma pequena ousadia nesta temporada, que, por sinal, só engrena depois que ocorre a explosão na casa de Annalise. É na mesma ocasião que os roteiristas mostram quem morreu na explosão. A partir daí, não há espaço sequer para casos aleatórios para a equipe da advogada: o foco é o assassinato do personagem. A revelação de quem está por trás de tudo só é feita nos últimos episódios. Mas o esquema completo só deverá ser desenvolvido na próxima temporada.

No que diz respeito à atuação, a sempre competente Viola Davis teve um prato cheio nesta temporada, mas sua performance não causou o mesmo impacto que nas temporadas anteriores. Quem realmente brilhou nesta temporada foi Karla Souza, que trouxe um lado dramático muito forte, que ainda não tinha sido visto. A Michaela de Aja Naomi King também merece destaque e acredito que, em breve, tornarão sua personagem a nova Annalise.

A 4a. temporada de “How to Get Away With Murder” já é certa e deve estrear em meados de Setembro nos EUA, como de costume. Embora a fórmula tenha garantido a longevidade de outras séries da Shondaland, como “Grey’s Anatomy”, a previsibilidade pode causar rejeição de alguns espectadores. A 3a. temporada atualmente está em exibição pelo canal Sony Brasil, intitulada “Como Defender um Assassino”, e deve entrar na Netflix Brasil no 2o. semestre.

NOTA: 7.5 / 10

Cena de episódio da 3a. temporada da série 'How to Get Away With Murder', mostrando Annalise

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