O que achei do single “Chained to the Rhythm”, de Katy Perry

Capa do single 'Chained to the Rhythm', de Katy Perry

Katy Perry começa a esboçar os primeiros passos para o lançamento de um novo álbum, com a divulgação do single “Chained to the Rhythm”, na última sexta-feira. Dias antes do lançamento do single, vários globos de discoteca estavam espalhados em vários países, inclusive no Brasil (no Rio de Janeiro), permitindo que os fãs pudessem ouvir a música com antecedência. O single ainda conta com a participação de Skip Marley, neto de Bob Marley.

A canção, escrita em parceria com medalhões da música pop como Max Martin e Sia, tem uma conotação política muito forte, algo que não se está acostumado a ouvir na voz de Katy: “Somos surdos? / Continuamos varrendo a sujeira pra baixo do tapete / Achei que conseguiríamos ser melhores que isso (…) Estamos vivendo em uma bolha / Tão confortáveis que não enxergamos os problemas”.

Foto de momento da performance de Katy Perry no Grammy 2017

Como primeiro single de seu próximo trabalho, “Chained to the Rhythm” deixa bastante a desejar, levando em consideração o histórico de hits de Katy. Não que seja ruim, mas este single não possui a mesma força de um “California Gurls”. A composição é boa, a música tem um bom ritmo, mas não possui o mesmo apelo pop chiclete de seus sucessos anteriores.

Katy aproveitou a cerimônia do Grammy de ontem para realizar a primeira performance da música, junto com Skip Marley, com uma forte crítica às barreiras que o presidente dos EUA Donald Trump vêm impondo aos estrangeiros. Ontem, o single liderava as paradas do iTunes no Brasil, mas estava em um modesto 4o. lugar nos EUA. Por melhores que sejam as intenções, é provável que o single não fique muito tempo nas paradas (a não ser que Katy faça um clipe muito bom).

NOTA: 7.5 / 10

Editado em 21/02: Hoje, Katy Perry lançou o vídeo oficial para o single, que funciona muito bem como complemento à crítica social por trás da letra da música.


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