O que achei do filme “Minha Mãe é uma Peça 2”

Foto promocional do filme 'Minha Mãe é uma Peça 2', mostrando Marcelina, Juliano e Dona Hermínia

Paulo Gustavo está de volta como Dona Hermínia em “Minha Mãe é uma Peça 2”, que estreou na semana do último Natal, com a pretensão de repetir o sucesso do primeiro filme, “Minha Mãe é uma Peça: O Filme” (2013), que foi o longa mais visto no Brasil naquele ano, com mais de 4 milhões de espectadores. A sequência traz melhorias visíveis de produção e até mesmo de roteiro – o que é uma necessidade, já que a fórmula apresenta sinais de desgaste.

Em alguns aspectos, a vida de Dona Hermínia (Paulo Gustavo) mudou pra melhor: com o sucesso do programa de TV que apresenta, suas condições financeiras melhoraram e ela está morando em um novo e maior apartamento. Mas nem tudo está tão diferente: ela continua extremamente apegada aos seus filhos Marcelina (Mariana Xavier) e Juliano (Rodrigo Pandolfo). Só que os dois estão saindo de casa, para seguir suas carreiras profissionais. Será que Dona Hermínia vai lidar bem com esta nova situação?

Cena do filme 'Minha Mãe é uma Peça 2', mostrando Dona Hermínia apresentando seu programa de TV

O roteiro do longa ainda se apoia fundamentalmente em situações engraçadas protagonizadas por Dona Hermínia mas, diferentemente do primeiro filme, as esquetes não são jogadas aleatoriamente; há uma certa organização. Se a presença de Dona Hermínia não era grande o suficiente, a participação dos demais personagens diminuiu significativamente – Garib, o filho que mora em Brasília, só aparece nas últimas cenas – e o alto potencial dos novatos, como a irmã Lucia Helena, fica na base da expectativa.

Com mais recursos que o primeiro filme, é possível perceber uma quantidade maior de cenários internos e externos. A captação de áudio está boa, mas a edição de som deixa a desejar, principalmente na sequência da boate. Ainda falando da trilha sonora, esta soa um tanto datada e óbvia, com direito à utilização da música “Fico Assim Sem Você”, na voz de Adriana Calcanhotto, em um dos momentos mais clichês do filme. Clichês e dispensáveis também são as participações de Fátima Bernardes e de Thales Bretas, namorado de Paulo Gustavo.

Cena do filme 'Minha Mãe é uma Peça 2', mostrando Hermínia, Iesa e Lúcia Helena fumando

Por falar em Paulo Gustavo, chega a ser impressionante o quanto ele está à vontade como Dona Hermínia. Apesar de suas limitações como ator, suas personagens femininas normalmente possuem alguma identidade própria e Dona Hermínia não é diferente. Infelizmente, Mariana Xavier e Rodrigo Pandolfo não têm muita oportunidade para brincar com seus personagens neste longa, mas fazem boas participações. O filme ainda conta com Herson Capri, Alexandra Richter, Samantha Schmütz, Suely Franco e Patrycia Travassos, que poderia ter sido muito melhor aproveitada do que foi.

Assim como no primeiro, o que realmente faz “Minha Mãe é uma Peça 2” funcionar é a sua protagonista, cujos trejeitos e comportamentos são críveis e se assemelham ao de uma possível mãezona do mundo real. Ligeiramente menos engraçado que seu antecessor, este longa deve fazer muito sucesso no cinema (foi a 2a. maior estreia nacional de 2016), mesmo que não consiga atingir os mesmos números de bilheteria.

NOTA: 7.5 / 10

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