O que achei do filme “Florence: Quem É Essa Mulher?”

Pôster do filme 'Florence: Quem É Essa Mulher?'

Na Nova Iorque dos anos 40, a ríquissima Florence Foster Jenkins (Meryl Streep) adora música e gosta muito de cantar, acreditando que tem uma voz belíssima, embora isso não seja verdade para mais ninguém, inclusive seu marido, St. Clair Bayfield (Hugh Grant). Mesmo assim, ele faz de tudo para evitar que ela seja alvo de críticas e chacota das pessoas para quem se apresenta. Mas a confiante Florence decide se apresentar no pomposo Carnegie Hall, para o desespero de St. Clair.

“Florence: Quem É Essa Mulher?” (Florence Foster Jenkins, 2016) é baseado na história real da socialite americana que ficou conhecida como “a rainha do grito”, devido à sua falta de talento. Este não é o primeiro filme sobre Florence: o francês “Marguerite” (2015) também foi inspirado na história da cantora, mas não é tão fiel quanto este.

Cena do filme 'Florence: Quem É Essa Mulher?', mostrando Florence ao lado de St. Clair

No início, o longa é bastante direto e logo estamos apresentados aos personagens e suas motivações. Entretanto, há uma certa “enrolação” até que se chegue ao clímax. Não é algo que incomode demais, já que o longa consegue entreter bem, mas não deixa de ser perceptível. Além de divertir bastante como comédia, “Florence” tem momentos bem emocionantes, que não parecem deslocados no que diz respeito ao todo.

A direção de arte é muito boa, com bastante atenção aos detalhes dos cenários, sobretudo no apartamento de Florence no Hotel Seymour. Maquiagem e figurino chamam bastante a atenção, e este último recebeu indicação ao Oscar que ocorre em Fevereiro. A trilha sonora é boa e ajuda a dar o tom certo, seja nas cenas mais engraçadas, seja nas cenas mais dramáticas.

Cena do filme 'Florence: Quem É Essa Mulher?', mostrando Florence no estúdio de gravação junto com Cosme

O elenco estelar da comédia não faz feio, principalmente Meryl Streep. A atriz demonstra que tem uma veia cômica bem afiada e dá uma personalidade bastante singular à protagonista, permitindo uma grande identificação e até mesmo comoção com o passado da personagem. Hugh Grant, em um papel diferente do que costuma fazer, também garante ótimos momentos. Outro destaque é Simon Helberg, o Howard da série “Big Bang – A Teoria” (The Big Bang Theory, 2007), que está hilário como o pianista Cosme McMoon.

Lançado nos cinemas brasileiros em Julho do ano passado, “Florence” voltou a ser assunto recentemente, com as indicações e prêmios recebidos em cerimônias como o Critics’ Choice, os Golden Globes, o BAFTA e até mesmo o Oscar. Neste último, além da indicação para Melhor Figurino, a comédia emplacou Meryl Streep como indicada na categoria de Melhor Atriz, concorrendo diretamente com Emma Stone, de “La La Land – Cantando Estações” (La La Land, 2016). Apesar do grande histórico de indicações de Streep no Oscar, não se pode dizer o mesmo em relação a suas vitórias. Das 19 indicações que recebeu, ela foi premiada em apenas 3. Será que ela vai conseguir converter sua 20a. indicação em vitória?

NOTA: 8.5 / 10