O que achei do filme “Sing – Quem Canta Seus Males Espanta”

Foto promocional do filme 'Sing - Quem Canta Seus Males Espanta'

Antes de mais nada, deixa eu desejar um Feliz Natal para todos os leitores do blog! Ainda farei um (ou mais de um) post especial sobre 2016, então fiquem ligados!

Com a chegada do fim do ano, é comum a estreia de filmes mais voltados para as crianças e para a família. Aproveitando a época, a Illumination lançou a animação “Sing – Quem Canta Seus Males Espanta” (Sing), que já vinha sido antecipada com um teaser-trailer bastante divertido e promissor. A empresa também está por trás do fraco “Pets – A Vida Secreta dos Bichos” (Pets), então havia uma grande ressalva em relação ao resultado do final do filme. Felizmente, “Sing” é muito bom e diverte tanto adultos como crianças.

O coala Buster Moon (Matthew McConaughey / Marcelo Garcia) é dono de um teatro que está passando por grandes dificuldades financeiras. Para tentar sair do vermelho, ele tem a ideia de realizar uma audição para selecionar candidatos para um novo espetáculo musical que atraia público. Com a divulgação do prêmio de US$ 100 mil dólares para o vencedor, inúmeros habitantes da cidade aparecem para tentar um chance no showbiz. E alguns deles são verdadeiras revelações!

Cena do filme 'Sing - Quem Canta Seus Males Espanta', mostrando os candidatos aguardando o resultado da audição

“Sing” vinha sendo produzido há aproximadamente 5 anos e é a primeira empreitada de Garth Jennings como diretor e roteirista em uma animação – e ele não faz feio. O roteiro não conta uma história exatamente inovadora e também conta com animais como personagens (alô, “Zootopia”). Mas eles são cativantes e as histórias individuais dos principais são exploradas satisfatoriamente. Apesar da duração de quase 2 horas, a história flui muito bem e o ritmo frenético é quase constante ao longo de todo o filme.

Embora seja uma animação em 3D, o grande atrativo deste longa é a trilha sonora. E, diferente de “Trolls”, a variedade e quantidade de músicas aqui é muito grande (mas o pop predomina). Por exemplo, temos “Firework” de Katy Perry, “Bamboléo” dos Gipsy Kings, “My Way” de Frank Sinatra e “I’m Still Standing” de Elton John na lista. Ao todo, são 85 músicas, sejam em sua versão original, sejam em covers (alguns cantados pelos dubladores dos personagens). A trilha sonora, por sinal, já está disponível nos sites de streaming e plataformas digitais de vendas de música.

Foto promocional mostrando os dubladores originais ao lado de seus respectivos personagens no filme 'Sing - Quem Canta Seus Males Espanta'

Apesar de ter acrescentado um subtítulo horroroso, a versão brasileira é aceitável. No lugar de Reese Witherspoon, Taron Egerton, Scarlett Johansson e Tori Kelly, temos Mariana Ximenes, Fiuk, Wanessa Camargo e Sandy dando voz aos personagens. Enquanto Mariana e Fiuk fazem um bom trabalho como Rosita e Johnny, Wanessa e Sandy deixam a desejar como Ash e Meena – principalmente Sandy. Wanessa, inclusive, foi a única que precisou cantar de verdade, já que nenhuma músicas dos demais personagens ganhou versão brasileira (ainda bem). Ainda há a participação de Marcelo Serrado como a voz do engraçado Gunther.

Obrigatório para os amantes de musicais, “Sing” pode não ter tanto apelo visual quanto um “Procurando Dory”, mas é uma das animações mais divertidas do ano (que está encerrando) e já garantiu indicação como Melhor Animação nos Golden Globes de 2017. Embora o longa tenha cópias em 3D, a tecnologia não faz diferença no resultado das cenas do filme. E também não há cenas extras após os créditos.

NOTA: 8.5 / 10

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