O que achei de “O Exorcista” – Temporada 1

Imagem promocional da série 'O Exorcista'

Depois de 10 episódios, chegou ao final a 1a. temporada da série “O Exorcista” (The Exorcist), que é baseada no filme homônimo clássico de 1973. No Brasil, a série foi exibida pelo canal FX, com diferença de poucas horas em relação à exibição nos EUA – uma estratégia muito boa para reduzir a pirataria. Apesar de ter perdido um pouco o rumo depois do primeiro episódio, “O Exorcista” conseguiu se recuperar um pouco ao final da temporada.

Nesta temporada, uma entidade maligna atormenta a família Rance, possuindo Casey (Hannah Kasulka), filha de Angela Rance (Geena Davis). Angela busca amparo no jovem padre Tomas Ortega (Alfonso Herrera), que está à frente de uma pequena paróquia em Chicago. Ao finalmente perceber que Casey está possuída, ele entra em contato com Marcus Bennett (Ben Daniels), padre excomungado por realizar rituais de exorcismo. Enquanto Marcus e Tomas tentam ajudar a família Rance, outros eventos sinistros começam a ocorrer em Chicago. Estariam eles conectados à possessão de Casey?

Foto de cena da série 'O Exorcista', mostrando Casey

O desenvolvimento da história é bem irregular. Várias tramas paralelas vão sendo desenvolvidas ao mesmo tempo que o caso da possessão de Casey, que é prolongado por um tempo um tanto longo demais. Uma dessas tramas, o envolvimento de Tomas com Jessica (Mouzam Makkar), definitivamente é a mais dispensável, por mais que evidencie a vulnerabilidade de Tomas.

Nem todos os personagens que aparecem nas tramas paralelas são bem explorados, como o casal Lester e Cherry Rego (Ken Marks e Keira Naughton). Embora sejam pincelados, vários detalhes da família Rance terminam inexplorados, como a sexualidade de Katherine (Brianne Howley) e os problemas de saúde de Henry (Alan Ruck). Se eles não eram relevantes para a história principal, porque foram apresentados?

Cena da série 'O Exorcista', mostrando o padre Marcus em um ritual de exorcismo com as freiras de um convento

Foi interessante a forma como ligaram a história desta temporada com a história do filme original, mas algumas atitudes de Angela não foram muito coerentes, dado seu passado. Apesar de concluir o caso da família Rance, o episódio final deixa algumas perguntas ainda em aberto, que podem ser respondidas com uma nova temporada, para a qual foi deixado um gancho muito bom.

Os efeitos visuais estão muito bons; alguns remetendo ao filme original, inclusive. Há alguns pequenos pontos que podem ser melhorados, como o sangue inserido digitalmente em algumas sequências. A maquiagem dos possuídos também está tenebrosa e assustadora, como deve ser, e a trilha sonora ajuda a criar o clima de terror.

Cena da série 'O Exorcista', mostrando Casey possu[ida e seu pai

Alfonso Herrera faz um bom trabalho, mas falta força e carisma a seu personagem. Por outro lado, o padre Marcus de Ben Daniels tem uma presença muito grande em cena e chega a ofuscar várias vezes o padre Tomas. Outro destaque é, sem dúvida, a jovem Hannah Kasulka, que tem uma performance muito marcante quando está possuída. Já Geena Davis deixa muito, muito mesmo a desejar. Inexpressiva e sem emoção alguma, o seu desempenho só melhora nos últimos episódios.

“O Exorcista” tinha uma tarefa bastante árdua de fazer jus ao legado do longa original e a cumpriu, em termos. O terror está bastante presente, mas falta objetividade e personagens / atuações mais consistentes. O criador da série, Jeremy Slater, deu a entender em entrevista recente que uma eventual próxima temporada vai contar uma história nova. A Fox ainda não renovou a série, provavelmente porque está avaliando o desempenho da audiência, que não foi favorável. O fato é que existe a possibilidade de melhora.

NOTA: 7.5 / 10

Cena da série 'O Exorcista', mostrando Angela possuída e sua mãe

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