O que achei da série “Supermax”

Cena de episódio da série 'Supermax', mostrando Sérgio

Depois de uma estreia bem morna, chegou ao fim na semana passada a série “Supermax”, da Rede Globo. Apesar de todo o potencial, a série amargou baixos índices de audiência. Apesar de fatores determinantes como exibição em horário ruim e uma estratégia de divulgação que não funcionou, boa parte da causa para o insucesso da série se deve à sua execução.

Na série, depois de se instalarem na prisão de segurança máxima onde o reality “Supermax” vai acontecer, os participantes começam a interagir com o apresentador do programa, que os explica como funcionará a dinâmica. Depois que eles passam pela primeira prova de liderança, no entanto, começam a perceber que não há mais contato por parte do mundo exterior. Pra piorar, uma doença misteriosa assombra os participantes, que também percebem que existe algo macabro acontecendo.

Cena da série 'Supermax', mostrando os participantes na prisão

De fato, “Supermax” é a série mais diferente que a Rede Globo já produziu. A intenção, provavelmente, era dialogar com os fãs das séries americanas; daí a temática do suspense / terror, gerando um roteiro bem menos novelesco e um maior cuidado com os efeitos visuais, que oscilam entre muito bons e medianos. O fato de todos os personagens terem cometido algum crime é interessante, mas acaba sendo um mero detalhe.

Como já foi dito aqui, o primeiro episódio da série não é atrativo e passa longe de entregar o propósito da série. Muita coisa devia ter sido enxugada e os acontecimentos dos últimos episódios poderiam ter sido explorados com mais antecedência. “Supermax” demora muito para se desenvolver. As respostas para a maioria das perguntas só aparecem nos últimos episódios e, mesmo depois da conclusão da série, algumas dúvidas ainda pairam. E, apesar de injetar toda a ação que não se vê em vários episódios, o final é um tanto frustrante.

Foto promocional da série 'Supermax', mostrando Baal e suas seguidoras

A série conta com a presença de Mariana Ximenes e Cléo Pires, atrizes do primeiro escalão das novelas da Globo, que correspondem bem aos papeis limitados que receberam. No entanto, os desconhecidos Bruno Belarmino (Luizão) e Márcio Fecher (Nonato / Baal) são os maiores destaques da produção, jogando luz sobre o cenário teatral pernambucano. Além de Erom Cordeiro, que interpreta o “certinho” Sérgio, “Supermax” ainda tem a participação (bastante ruim) de Pedro Bial.

“Supermax” não deixa de ser um marco televisivo, apesar da fraca receptividade. É um formato diferente na teledramaturgia brasileira e que pode dar novos e melhores frutos. Embora a Rede Globo já tenha anunciado que não fará uma nova temporada, não se deve esquecer que existe uma versão internacional ainda inédita, que pode se tornar uma redenção para os criadores da série. Vamos aguardar.

NOTA: 6.5 / 10

Cena da série 'Supermax', mostrando Sabrina sendo ajudada pelos demais participantes após ser ferida

Comentários

Deixe uma resposta