O que achei de “Westworld” – Temporada 1 (Parte 1)

Pôster da série 'Westworld'

Esta análise ficou muito grande para um post só, então dividi em duas partes. Veja a segunda parte aqui!

Indiscutivelmente uma das melhores estreias do ano na televisão, a série “Westworld” encerrou sua primeira temporada em grande estilo, no último domingo. A confiança da HBO na série estava tão grande que o orçamento da primeira temporada foi bastante generoso: US$ 100 milhões (pra efeito de comparação, o custo de um episódio de “Game of Thrones” gira em torno de US$ 6 milhões). E as expectativas foram mais do que correspondidas: “Westworld” desbancou “Game of Thrones” e se tornou a série mais assistida do canal, com uma média de 12 milhões de espectadores; é sucesso também entre os críticos de televisão, recebendo indicações para os Critics’ Choice Awards, e deve repetir o feito nos Golden Globes (cujas indicações serão anunciadas na próxima semana).

Foto de cena da série 'Westworld', mostrando o doutor Robert Ford

Nesta primeira temporada, fomos apresentados a um parque temático povoado por andróides, com clima de velho-oeste, chamado Westworld. Os anfitriões, como são chamados os androides, “atuam” dentro de histórias pré-definidas, as narrativas. Os visitantes pagam altas quantias para desfrutar da experiência de participar das narrativas e interagir de todas as formas com os anfitriões. Isso se tornou possível graças ao doutor Robert Ford (Anthony Hopkins), um dos criadores do parque e de várias das narrativas. Em tese, tudo o que acontece em Westworld é monitorado e controlado por equipes com atribuições específicas, como programadores e analistas de qualidade. Em tese.

Alguns anfitriões começam a apresentar um comportamento estranho depois de uma atualização realizada por Ford. Por exemplo, Dolores (Evan Rachel Wood) começa a ouvir vozes e ter vislumbres, que não sabe dizer se são sonhos ou lembranças. Mas ela percebe que existe algo além daquilo que vivencia diariamente. Isso também ocorre com Maeve (Thandie Newton), que vai descobrindo aos poucos o que existe por trás de toda a encenação diária. Embora as anomalias já venham chamando a atenção das equipes do Westworld, o parque continua em plena atividade. No que isto vai resultar?

Cena da série 'Westworld', mostrando Dolores deitada na cama

Criada por Jonathan Nolan e Lisa Joy, “Westworld” é baseada no filme homônimo de Michael Crichton, lançado em 1973, e tem produção executiva de J. J. Abrams, também responsável pela série “Lost” (2004). O andamento da série é um tanto incomum e pode confundir os espectadores inicialmente, mas até o final da temporada as coisas vão se encaixando. Por sinal, esta é uma das principais diferenças entre “Westworld” e “Lost”: aqui, boa parte dos questionamentos vai sendo respondido conforme os episódios vão avançando. Mas nem tudo foi respondido nesta temporada, claro.

Veja a 2a. parte deste review aqui!

NOTA: 9 / 10

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