O que achei do filme “O Bebê de Brigdet Jones”

Pôster do filme 'O Bebê de Bridget Jones'

Tem sido uma tendência ressuscitar franquias que fizeram bastante sucesso, tanto na televisão como no cinema. É o caso deste filme, que é a sequência do fraquíssimo “Bridget Jones: No Limite da Razão” (Bridget Jones: The Edge of Reason, 2004). Mais de uma década depois, o longa traz quase todos os personagens da franquia amadurecidos, com uma boa história, que não perde muito tempo em ir direto ao ponto.

Anos depois de terminar o relacionamento com Mark Darcy (Colin Firth), Bridget Jones (Renée Zellweger) continua solteira; Mark, por outro lado, está casado com outra mulher. Atualmente, Bridget é produtora de um jornal televisivo, cuja âncora a convida para um fim de semana em um festival de música. No festival, uma bêbada Bridget se envolve com Jack Qwant (Patrick Dempsey), sem saber que ele é um bilionário. No dia seguinte, foge ao perceber o que aconteceu.

Cena do filme 'O Bebê de Bridget Jones', mostrando Bridget sendo socorrida por Mark

Dias depois, Bridget segue para o batizado de seu afilhado, cujo padrinho é ninguém menos que Mark Darcy. Ao confidenciá-la que está se separando de sua esposa, os dois passam a noite juntos, mas Bridget está insegura em relação a voltar para ele. Eis que ela descobre que está grávida, mas pela proximidade dos relacionamentos com Jack e Mark, não sabe quem é o pai. Obviamente, ela vai lidar com a situação da forma menos objetiva possível.

“O Bebê de Bridget Jones” (Bridget Jones’s Baby, 2016) é dirigido por Sharon Maguire, que também dirigiu “O Diário de Bridget Jones” (Bridget Jones’s Diary, 2001). Isso explica porque a atmosfera dos dois filmes é bem parecida, apesar de diferenças significativas nas personalidades dos personagens. Este longa mostra uma Bridget Jones mais independente e menos boba, mas não menos engraçada. Apesar de uma ou outra enrolação, a comédia romântica é bem objetiva e, mesmo com 2 horas de duração, não chega a ser cansativa.

Cena do filme 'O Bebê de Bridget Jones', mostrando Bridget, Mark e Jack

Em relação aos personagens, a maior ausência do filme é a de Daniel Cleaver (Hugh Grant), que foi dado como desaparecido depois de um acidente de avião. Nos bastidores, o ator não gostou muito do roteiro deste filme e decidiu não participar diretamente (suas imagens são utilizadas na cena da celebração em memória do personagem). Será que ele voltaria em uma eventual sequência? Quem sabe…

Os filmes da franquia “Bridget Jones” tem algumas marcas registradas: eles se passam na Inglaterra e têm muitas cenas externas, que mostram as belas paisagens urbanas e campestres da região; a trilha sonora lúdica e recheada de músicas que estão em sintonia com as cenas em que aparecem. A trilha conta com músicas com músicas de Ed Sheeran, Lily Allen, Ellie Goulding, House of Pain, Annie Lennox, Sister Sledge, entre outros.

Cena do filme 'O Bebê de Bridget Jones', mostrando Bridget Jones grávida na rua

Renée Zellweger mantém a essência da personagem com suas expressões, mas a drástica mudança de aparência (rosto e corpo) já evidencia que esta não é a mesma Bridget Jones dos filmes anteriores; isto funciona, já que a personagem também está agindo de forma diferente. A frase “Colin Firth é Mark Darcy” continua sendo verdadeira, com direito às reações repentinas e grosseiras já conhecidas do personagem.

Patrick Dempsey conseguiu criar um personagem que passa longe do garanhão Daniel Cleaver; o carisma do ator compensa bem algumas atitudes de Jack e o torna um concorrente e tanto para Mark. O filme ainda conta com Emma Thompson no papel da médica de Bridget (Emma também é responsável pelo roteiro) e Ed Sheeran como ele mesmo, cantando no festival e interagindo com Bridget e sua amiga.

Bem mais divertido que o anterior, “O Bebê de Bridget Jones” representa uma evolução na franquia, que atenua bastante a personalidade desastrada e exagerada de Bridget, mas que não deixa completamente de lado a sua identidade. Há uma pequena cena extra pós-créditos, especial para os fãs do primeiro filme.

NOTA: 8 / 10

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