O que achei do filme “Doutor Estranho”

Imagem promocional do filme 'Doutor Estranho'

Vamos dar as boas-vindas à mais nova adição ao Universo Cinematográfico da Marvel! Esta semana, estreou no Brasil o filme “Doutor Estranho” (Doctor Strange), que introduz o personagem-título e já mostra como ele vai se conectar aos demais filmes dessa série. O herói está sendo vivido pelo ator britânico Benedict Cumberbatch, que virou o queridinho de Hollywood desde que despontou na minissérie Sherlock, da BBC. E bota queridinho nisso: as filmagens deste longa foram adiadas para que pudessem se encaixar na complexa agenda de Cumberbatch. Sábia decisão, diga-se de passagem.

Os movimentos das mãos do renomado neurocirurgião Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) são afetados depois que ele sofre um acidente de carro. Depois de gastar sua fortuna buscando a reabilitação plena, ele fica sabendo que um paraplégico passou a andar novamente depois que passou um período em um lugar chamado Kamar-Taj, no Katmandu. Lá, Strange aprende técnicas místicas milenares com a Anciã (Tilda Swinton) e descobre que o mundo está ameaçado por forças de outra dimensão. Ele deve decidir se vai utilizar seus novos poderes para voltar a viver como antes ou lutar contra as ameaças.

Cena do filme 'Doutor Estranho', mostrando a Anciã forçando Strange a ir para o plano astral

Nem é preciso dizer que o longa é baseado nos quadrinhos da Marvel criados por Steve Ditko. Mas uma mudança significativa causou controvérsia: enquanto nos quadrinhos temos o Ancião, no filme temos a Anciã. Mas o roteiro não entra nessa questão: o gênero da personagem é irrelevante para o desenvolvimento da história, sinal de que esta adaptação foi bem-sucedida. Outro mérito do roteiro é não ser excessivamente didático, um problema comum nos filmes introdutórios de super-herói. Entretanto, como na maioria dos filmes do gênero, alguns eventos são bem surreais — aqui, isto fica mais evidente nas cenas que recorrem à medicina convencional.

Efeitos visuais são algo que não falta nos filmes do Universo Cinematográfico Marvel. Mas o patamar definitivamente foi elevado com “Doutor Estranho”: caleidoscópios, dimensões paralelas, psicodelia, e por aí vai. Alguns efeitos lembram “A Origem” (Inception, 2010), como as mudanças nos cenários, e os personagens interagem de uma forma bastante natural e orgânica. Apesar da quantidade de espetáculos visuais no decorrer do longa, estas sequências não são extensas e desnecessárias. Assistir a este filme no IMAX é uma experiência fascinante (segundo a Marvel, muitas sequências foram criadas especialmente para o formato) e o 3D funciona muito bem.

Cena do filme 'Doutor Estranho', mostrando Strange utilizando o poder do Olho de Agamotto

Benedict Cumberbatch conseguiu eliminar o seu forte sotaque britânico e mostra um domínio muito grande sobre Stephen Strange, brilhando inclusive nas sequências de ação, que não é algo que ele costuma fazer. Cumberbatch também está por trás do grande vilão do filme, Dormammu: além da voz, os movimentos do ator foram capturados para criar a entidade. Tilda Swinton tem uma presença incrível e, mesmo mantendo a neutralidade de expressão na maioria das cenas, transmite a serenidade e a força que a Anciã tem. O filme ainda conta com Chiwetel Ejiofor no papel de Mordo, braço direito da Anciã, e Rachel McAdams no papel da médica Christine Palmer, que não teve uma grande participação neste capítulo da franquia.

Cena do filme 'Doutor Estranho', mostrando Strange ferido caminhando ao lado de Christine

A trilha sonora também ajuda a dar o tom mágico das sequências visuais e é responsável por um dos momentos mais engraçados do filme. “Doutor Estranho” é uma apresentação bastante eficiente de um personagem dos quadrinhos que não é tão conhecido pelo grande público. E, pra variar, há 2 cenas extras após o final do longa, bastante essenciais para aqueles que querem saber os próximos passos dos heróis da Marvel no cinema.

NOTA: 9 / 10

>

Comentários

Deixe uma resposta