O que achei da versão brasileira do musical “Wicked” (2016)

Imagem promocional da versão brasileira do musical 'Wicked', mostrando Elphaba e Galinda/Glinda

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Um dos musicais que não pude assistir quando estive em Nova Iorque em 2014 foi justamente “Wicked: A História Não Contada das Bruxas de Oz”, que estreou na Broadway em 2003 e está lá desde então (não mais com o elenco original). Este ano, o musical foi adaptado para o público brasileiro e entrou em cartaz em Março no Teatro Renault em São Paulo e teve sua temporada estendida até o final deste ano.

O musical “Wicked” é baseado no livro homônimo escrito por Gregory Maguire em 1995, que conta uma história alternativa sobre como o bem e o mal surgiram no mundo de Oz, anos antes da chegada de Dorothy. O enredo do musical foca em Elphaba e Galinda / Glinda, duas bruxas completamente diferentes, que acabam se tornando companheiras de quarto e, eventualmente, amigas. Entretanto, suas posturas e visões diferentes fazem com que sigam caminhos diferentes de uma mesma estrada.

Foto de cena da versão brasileira do musical 'Wicked', mostrando Myra Ruiz e Fabi Bang

A versão brasileira ficou a cargo de Mariana Elisabetsky (que foi apresentadora do antigo programa “Turma da Cultura”) e Victor Mühlethaler e tem direção de Rachel Ripani e regência de Vânia Pajares (que também foi regente na adaptação brasileira do musical “O Rei Leão”). O papel de Elphaba ficou com Myra Ruiz, enquanto que o papel de Galinda / Glinda ficou com Fabi Bang, ambas altamente gabaritadas para assumir tais papeis. O espetáculo ainda conta com a presença do ator global Jonatas Faro no papel de Fiyero, papel que antes também era compartilhado por André Loddi, que já não está mais no elenco.

Como não assisti à peça da Broadway, nem conheço todas as músicas originais, não tenho como avaliar o espetáculo quanto à sua fidelidade. Dito isso, devo dizer que as canções são muito bem executadas e as letras estão bem cadenciadas, apesar de algumas perdas semânticas. A cenografia, o figurino e os efeitos especiais estão muito bons e não deixam a desejar em relação a outras grandes produções.

Foto de cena da versão brasileira do musical 'Wicked', mostrando Jonatas Faro

Myra e Fabi demonstram bastante segurança e afinação no palco, especialmente a última. Fabi é a grande responsável pela maioria das tiradas de humor (algumas especiais para o público brasileiro), chegando a ofuscar a sua colega de cena. Jonatas Faro, por outro lado, sofre um pouco para cantar e é o elo mais fraco do espetáculo, apesar de seu passado musical (ele já participou da primeira versão de “Chiquititas” e da montagem brasileira de “Hairspray”).

De acordo com o site oficial, a versão brasileira de “Wicked” está em suas últimas semanas e, até o momento, não terá temporada em outros estados brasileiros. O musical já foi visto por mais de 200 mil pessoas e recebeu indicações de Melhor Musical e Melhor Atriz (Fabi Bang) no Prêmio Arte Qualidade Brasil 2016, que tem votação aberta ao público. Se você não assistiu ainda, corra porque é uma oportunidade única!

NOTA: 9 / 10

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