O que achei do jogo “Pokémon Go”

Logomarca do jogo 'Pokémon Go'

A franquia japonesa “Pokémon” é um fenômeno multimídia conhecido no mundo todo. Está presente nos games (onde surgiu), televisão, cinema, brinquedos e tudo o que se possa imaginar. Os “monstrinhos de bolso” viraram febre no Brasil no fim dos anos 90, quando as primeiras temporadas do anime foram exibidas pela Rede Record. Era muito difícil prever que a franquia se tornaria febre mundial novamente depois de mais de 15 anos, atraindo a atenção não só de crianças, mas também de adultos. Mas é exatamente isso que está acontecendo desde o lançamento do jogo “Pokémon Go”, para smartphones e tablets.

Desenvolvido pela americana Niantic, “Pokémon Go” utiliza a geolocalização (GPS), possibilitando que os jogadores possam, literalmente, caçar pokémons por lugares reais em suas cidades, fazendo uso também do recurso de realidade aumentada. Para capturar um pokémon, o jogador precisa acertar uma pokébola nele e torcer que ele não resista a ser capturado. O desafio é encontrar todos os pokémons da Pokéagenda (Pokédex), evoluí-los, conseguir as insígnias (Medals) e batalhar nos ginásios (Gyms) para se tornar um mestre pokémon.

Screenshots do jogo 'Pokémon Go', mostrando a geolocalização

Os personagens do jogo são bonitos e bem animados, com destaque para os pokémons, é claro. Quando a realidade aumentada está ativada, o pokémon se integra ao ambiente captado pela câmera do dispositivo. Se a realidade aumentada é desligada (o que economiza a bateria), são utilizados cenários estáticos coloridos, mas que são básicos e repetitivos. A trilha sonora é cativante, e remete aos jogos da série “Pokémon” dos consoles portáteis (o compositor é o mesmo). O GPS responde razoavelmente bem e, apesar de necessitar da internet o tempo todo, o tráfego de dados na internet não é grande (um alívio para nós que utilizamos a péssima rede 3G / 4G brasileira).

Mas nem tudo são flores. O jogo não é intuitivo o suficiente e não conta com tutoriais explicando a mecânica de evoluções, de lutas ou de gerenciamento de itens. É necessário recorrer à internet ou contar com amigos mais experientes. Por ser totalmente renderizado em 3D e fazer uso do GPS e da rede durante quase todos os momentos em que está aberto, o jogo consome a bateria do dispositivo muito rapidamente. É um jogo com bastante processamento de vídeo, portanto dê preferência a dispositivos mais potentes neste quesito. Embora o aplicativo seja estável em grande parte do tempo, alguns bugs e travamentos podem vir a ocorrer, pra frustração dos treinadores mais afoitos. O jogo está todo em inglês, mas uma localização brasileira não deve demorar.

Screenshots de um duelo no jogo 'Pokémon Go'

O mapa brasileiro tem pokéstops (pontos para recarga de itens do seu inventário) e ginásios em lugares bem inusitados (igrejas, placas em esquinas, muros com grafite). É necessário um pouco de cautela e bom senso ao visitá-los. Dê preferência a lugares bem frequentados, com mais de um pokéstop. Normalmente, há Lure nesses pontos, o que atrai pokémons variados por 30 minutos. Assim, você visita os pokéstops e corre o risco de encontrar algum novo pokémon. Um mesmo pokéstop pode ser visitado a cada 5 minutos. Será que esse mapa de pokéstops vai ser atualizado em algum momento?

Atualmente, “Pokémon Go” conta com 151 pokémons, correspondentes à primeira fase do anime, mas novos pokémons devem entrar no jogo futuramente. O jogo lidera o ranking dos aplicativos free mais baixados no iTunes desde que foi lançado nos EUA, o que explica os problemas de sobrecarga dos servidores do jogo (que não ocorreram aqui no Brasil, até o momento). A Niantic também já divulgou que está trabalhando no desenvolvimento de novas funcionalidades, como a troca de pokémons entre jogadores, mas não especificou datas. O fato é que a febre “Pokémon Go” só vai se prolongar se a empresa disponibilizar novidades frequentemente.

NOTA: 8.5 / 10

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