O que achei do filme “Capitão América: Guerra Civil”

Imagem conceitual do filme 'Capitão América: Guerra Civil'

Depois do fracasso de crítica de “Batman v. Superman”, os fãs de quadrinhos voltaram as atenções para o Universo Cinematográfico da Marvel, em busca de algum alento. Felizmente, o mais novo capítulo desse universo, “Capitão América: Guerra Civil” (Captain America: Civil War), consegue manter o bom nível da saga, apesar dos velhos clichês do gênero e alguns problemas de roteiro. O longa também consegue reunir os Vingadores novamente, mas agora temos uma nova dinâmica, que já demonstra o tom da Fase 3 do universo da Marvel.

Depois de derrotarem Ultron, os Vingadores remanescentes estão agindo para recuperar uma arma biológica roubada por terroristas. O confronto causa muita destruição e a morte de várias pessoas, deixando a população indignada e fazendo Tony Stark (Robert Downey Jr.) rever seus conceitos. Esse evento, somado aos rastros das catástrofes passadas, leva o Secretário de Estado Americano a exigir que os Vingadores passem a agir de acordo com o recém-criado Acordo de Sokóvia. O documento prevê que as Nações Unidas controlem e monitorem os Vingadores, para o desagrado do Capitão América / Steve Rogers (Chris Evans). As coisas se complicam ainda mais quando um novo atentado envolve o Soldado Invernal, Bucky (Sebastian Stan), amigo de Rogers.

Cena do filme 'Capitão América: Guerra Civil', mostrando Steve Rogers encarando Tony Stark

O filme é dirigido pelos irmãos Anthony e Joe Russo, que também dirigiram o filme anterior do Capitão América e farão o mesmo com “Vingadores: Guerra Infinita” (Avengers: Infinity War), que será dividido em 2 partes, cujos lançamentos estão previstos para 2018 e 2019. Felizmente, aqui conseguiram dosar o humor exagerado que vinha incomodando nos filmes anteriores do Universo Marvel. As sequências de ação são muito bem trabalhadas e fascinantes de se assistir, mesmo que algumas delas sejam um tanto longas. Falando em duração, este é o filme mais longo desse universo, contando com 2 horas e 26 minutos, que poderiam ter sido reduzidos sem grandes perdas.

O roteiro, no geral, é satisfatório, mas o mote do antagonista é bem fraco e algumas decisões que ele toma ao longo do filme são bastante questionáveis (as últimas são, no mínimo, frustrantes). Mas é muito bom ver a interação entre os heróis, inclusive os novatos; todos tiveram uma chance para brilhar à sua maneira no filme. Os efeitos visuais, detalhe crucial para um filme deste gênero, estão excelentes. No início do filme, por exemplo, ver o jovem Tony Stark que é mostrado durante a palestra no MIT, é como estar assistindo a um filme antigo de Robert Downey Jr., tamanha sua perfeição; ao mesmo tempo, o clone demonstra uma artificialidade, provavelmente proposital, o que cai muito bem, já que é um experimento.

Cena do filme 'Capitão América: Guerra Civil', mostrando os heróis que estão do lado do Capitão América correndo para o confronto contra os heróis que estão do lado do Homem de Ferro

O filme é do Capitão América, mas poderia ser um novo episódio da saga Vingadores, pois muitos dos personagens da franquia dão as caras. Além da presença da Viúva Negra (Scarlett Johansson), Wanda / Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e de outros já conhecidos, há a introdução de dois “novos” heróis: o Pantera Negra (cujo filme próprio será lançado em 2018), vivido por Chadwick Boseman, e o Homem-Aranha (em mais uma encarnação nos cinemas), vivido pelo jovem Tom Holland. A sinergia entre todos os personagens é visível na tela, e mesmo o pouco tempo de tela que é reservado para a introdução do Homem-Aranha já consegue dar uma ideia do filme que será lançado no ano que vem (mas a tia May de Marisa Tomei ainda precisa encontrar o equilíbrio entre carinho fraternal e sua sensualidade). Mas, se a incursão do aracnídeo na história do longa é um tanto forçada, já não se pode dizer o mesmo da introdução do Pantera Negra, o que eleva bastante as expectativas de seu filme solo. Por sinal, este longa consegue vender muito bem os próximos filmes da Marvel.

Cena do filme 'Capitão América: Guerra Civil', mostrando o Homem-Aranha

Ainda é cedo pra dizer se “Capitão América: Guerra Civil” será o melhor filme baseado em quadrinhos do ano, visto que ainda temos filmes dos X-Men (este mês), Esquadrão Suicida (Agosto) e Dr. Estranho (Novembro) pela frente. Mas seria ótimo se os próximos episódios desta 3a. Fase do Universo Marvel seguissem a mesma linha. Não preciso falar que existem cenas extras após o fim do filme, mas fiquem espertos: são 2, uma durante os créditos e outra ao final deles.

NOTA: 8,5 / 10

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