O que achei do filme “X-Men: Apocalipse”

Pôster do filme 'X-Men: Apocalipse'

O ano de 2016 tem sido especial para os fãs de quadrinhos. Somente no primeiro semestre, vários heróis já deram as caras nas telonas. E, no último dia 21, foi lançado nos cinemas brasileiros o mais novo capítulo da franquia dos mutantes da Marvel, “X-Men: Apocalipse” (X-Men: Apocalypse). Este filme faz parte da cronologia nova, iniciada com “X-Men: Primeira Classe” (X-Men: First Class), de 2011, que conta com James McAvoy como Professor Xavier e Michael Fassbender como Magneto.

Após milhares de anos, o poderoso En Sabah Nur / Apocalipse (Oscar Isaac), o primeiro dos mutantes, é despertado no Egito. Ao perceber a realidade atual, decide destruir a humanidade para criar um novo mundo, com a ajuda de outros mutantes que têm seus poderes ampliados por ele, incluindo Magneto (Michael Fassbender). Ao saber disso, o Professor Xavier (James McAvoy) reune velhos conhecidos e alunos da sua escola de mutantes para tentar impedi-lo.

Cena do filme 'X-Men: Apocalipse', mostrando Jean Grey, Noturno e Ciclope

A história dos X-Men no cinema sofreu uma grande mudança após o final de “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (X-Men: Days of Future Past, 2014) e este filme trabalha com uma nova perspectiva, ao mostrar os primeiros passos da escola de Xavier e (re)apresentando personagens que já eram conhecidos pelo público na primeira trilogia, como Ciclope e Jean Grey. É interessante assistir a essa nova encarnação dos mutantes, mas seu desenvolvimento é bem abreviado, provavelmente por causa da quantidade de personagens no filme.

O roteiro do longa é cheio de clichês e segue o esquema batido de supervilão contra heróis. Isso é decepcionante, principalmente depois dos dois filmes anteriores. Os novos personagens ficam totalmente em segundo plano (pobres Anjo e Psylocke); alguns sequer são apresentados (pobre Jubileu); a introdução de Tempestade é satisfatória, no entanto. Os roteiristas devem ter gostado tanto da sequência de câmera lenta protagonizada por Mercúrio no filme anterior que decidiram colocar neste não uma, mas duas sequências similares. Ambas são bem questionáveis, no que diz respeito à coerência.

Cena do filme 'X-Men: Apocalipse', mostrando Tempestade, Apocalipse e Psylocke

Muitos torceram o nariz (com razão) quando foi divulgada a imagem da caracterização de Apocalipse, pois ficou muito caricata e lembra muito o vilão Ivan Ooze, de “Power Rangers: O Filme” (Mighty Morphin Power Rangers: The Movie, 1995). Mas o trabalho de caracterização de Jubileu e Psylocke está bom e remete aos quadrinhos. Os fãs de bons efeitos especiais sairão satisfeitos do cinema, pois o filme é repleto deles. A trilha sonora é boa, mas não é memorável, com exceção da música “Sweet Dreams (Are Made of This)” do duo Eurythmics, que toca durante uma das sequências de Mercúrio.

Foto de pôster do filme 'X-Men: Apocalipse', mostrando Magneto

Com certeza, uma das motivações para se ver o filme é a sintonia entre Michael Fassbender e James McAvoy, que continua muito grande. Fassbender consegue ter mais espaço para demonstrar sua veia dramática, mas McAvoy consegue demonstrar que Xavier agora está mais maduro e comprometido com sua causa. Já a Mística de Jennifer Lawrence teve menos cenas de ação neste filme do que nos anteriores, uma pena pois ela é uma das mutantes mais habilidosas. Aqui também há a estreia de Sophie Turner (a Sansa Stark da série “Game of Thrones”) no papel de Jean Grey. Sua atuação não é muito diferente do que faz como Sansa, ou seja: precisa melhorar muito ainda.

“X-Men: Apocalipse” é o mais fraco dos três filmes desta nova trilogia (o terceiro filme da trilogia anterior também foi o pior); ainda assim, é um capítulo obrigatório para os fãs da franquia. O longa está disponível em IMAX e 3D. O 3D é mais eficiente nas cenas realizadas com computação gráfica, como a sequência de créditos inicial. E, como em todo filme da Marvel, há uma cena extra após os créditos.

NOTA: 7.5 / 10

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