O que achei do primeiro episódio do anime “Ace Attorney”

Imagem promocional do anime 'Ace Attorney'

No último dia 02 de Abril, foi transmitido o primeiro episódio da adaptação em anime da franquia de jogos “Ace Attorney”, desenvolvido pela CAPCOM, bastante popular nos consoles portáteis da Nintendo, como o Nintendo DS. O anime “Ace Attorney” (Gyakuten Saiban: Sono ‘Shinjitsu’, Igiari!) é baseado nos dois primeiros jogos da franquia, lançados originalmente no Japão em 2001 e 2002, respectivamente. A questão aqui, porém, não é a falta de fidelidade aos jogos. Pelo que se viu neste primeiro episódio, o anime vai ser tal qual o game, inclusive nos detalhes.

Ryuuichi Naruhodo (Phoenix Wright, na versão Ocidental) é um advogado recém-habilitado que trabalha sob mentoria de Mayoi Ayasato / Mia Fey. Neste primeiro episódio, Naruhodo vai trabalhar no seu primeiro caso, defendendo justamente o seu amigo de infância, Masashi Yahari / Larry Butz, de um crime que ele alega não ter cometido. Ele vai contar o apoio de sua mentora durante o julgamento, mas ele precisa superar seu nervosismo e sua inexperiência para demonstrar sua competência e, mais do que isso, para poder ajudar seu amigo.

A história deste episódio é exatamente a mesma história do caso tutorial do primeiro jogo da franquia, “Phoenix Wright: Ace Attorney” (Gyakuten Saiban). Logo, aqueles que já conhecem o jogo terão sensações mistas: ficarão satisfeitos pela fidelidade em relação ao jogo, mas se frustrarão por conta da grande previsibilidade do roteiro. Parece até que as animações e trilhas sonoras estão sendo reusadas, tamanhas são as semelhanças com o jogo (inclusive com direito a letreiros na tela). Já quem nunca jogou, vai achar a animação um tanto parada, mas um pouco cativante por conta dos simpáticos personagens.

O anime está sendo transmitido internacionalmente via streaming (Crunchyroll) permitindo que se escolha legendas com os nomes ocidentais ou não. Se os episódios que utilizam histórias do jogo as contassem de uma forma diferente, com ângulos de câmera e trilhas sonoras diferentes, textos e situações originais e divertidas, “Ace Attorney” teria maiores chances de funcionar. Se isso não mudar, o anime nem precisa ser visto; basta jogar o jogo.

NOTA: 6,5 / 10

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