O que achei do “Big Brother Brasil 16”

Logo do reality Big Brother Brasil 16

Este ano, o reality mais duradouro da televisão brasileira completou 16 anos de existência. E, hoje, a 16a. edição chega ao seu final, de onde sairá mais um ex-BBB, com 1 milhão de reais no bolso e alguns meses de fama. Esta edição acabou contrariando as expectativas daqueles que achavam que o formato já estava desgastado, vide a monótona edição anterior. Como sempre venho dizendo, quem faz um reality dar certo é o elenco. Alguns nomes conseguiram fazer o assunto “BBB 16” surgir em várias rodas de conversas, o que é ótimo para o programa. Mas não foi só isso: esta edição também ficou marcada por paredões em que os resultados estavam favorecendo o andamento de um jogo realmente estratégico, um feito inédito, desde o início do programa.

O BBB 16 começou com 12 participantes, mas 2 homens e 2 mulheres estavam escondidos no andar superior da casa (uma das novidades da edição). Dos 4 escondidos, um casal passou a fazer parte do rol de participantes, por meio de votação popular. Esta edição também tratou de inovar nas provas que estabeleciam as lideranças, já na primeira semana: a liderança seria quádrupla, onde 2 estariam imunes do paredão e 2 teriam direito a R$ 10 mil cada. Ao longo do programa, também houve lideranças duplas, onde 1 ganharia a imunidade e o outro ganharia o dinheiro. O programa também continuou com o (desnecessário) poder do não, onde o líder da semana anterior impede participantes de tentar a liderança da semana seguinte.

Foto de momento do BBB 16 onde os participantes se reunem para conversar com Pedro Bial

Mas nem todos os 14 participantes permaneceram ao longo do programa. O potiguar Alan abandonou a disputa na 3a. semana após receber a notícia que seu pai estava internado (o pai dele veio a falecer no último dia 23). O desfalque foi remediado com um paredão falso, onde o público não votaria para eliminar um brother; desta vez, votaria em quem gostaria de mandar para o 2o. andar da casa, com direito a comida, bebida e várias TVs para espiar as movimentações da casa, de forma similar ao que Anamara vivenciou no BBB 13, durante 2 dias. E quem teve essa sorte?

A verdadeira protagonista desta edição, Ana Paula Renault, foi a escolhida pelo público para usufruir as regalias. A assumida patricinha já havia causado um rebuliço ao chamar Laércio de tarado e pedófilo, peitando também Daniel que, por ter vencido a liderança nas duas primeiras semanas, já estava se achando o manda-chuva do pedaço. Após assistir às artimanhas do grupo de Daniel, Ana Paula decidiu voltar determinada a confrontar todos, expor tudo e destruir a imagem que eles tentaram construir.

Foto de momento em que Ana Paula está no 2o. andar da casa do BBB 16, assistindo aos outros brothers

Daí, a casa passou a ter dois grupos definidos, o de Ana Paula e o de Daniel, além de Matheus, Cacau e Geralda, que apostavam no grupo que fosse mais conveniente para eles. E isso rendeu muita conversa sobre estratégia, muitas alfinetadas, manipulações e muitos confrontos (a maioria deles envolvendo Ana Paula e alguém do grupo adversário). Resultado: independente de quem era o líder, os paredões colocavam um grupo contra o outro. Foi um jogo pra valer, interessante de se assistir, onde o grupo de Ana Paula, normalmente em desvantagem nas provas da casa, teve a sorte de ser beneficiado pelas votações do público. Ana Paula movimentou muito o BBB depois que retornou. Mas…

Ana Paula foi a primeira participante a ser expulsa do programa por conta de agressão. Embora não tenha sido uma agressão forte (ela estava bêbada), ela descumpriu as regras e mereceu a expulsão. A partir daí, esta edição foi perdendo a força conforme os outros adversários restantes iam sendo eliminados. Restaram Munik, Ronan, Geralda, Cacau e Matheus. E a casa começou a ficar entediante. Foi aí que a produção decidiu intervir para tentar salvar o restante da edição.

Foto de momento do BBB 16 mostrando Laham, Geralda, Munik conversando, além de Ronan, ao fundo

Além de alterar o esquema de votação pela primeira vez na história do programa, a produção do programa decidiu agitar um pouco as coisas colocando Laham, um ator brasileiro para fingir que era um ex-participante do Big Brother do Líbano. Laham realmente conseguiu apimentar as coisas entre Munik e Cacau, mas sua participação foi bem curta (2 dias). Numa casa onde não acontece nada, não seria pecado dormir, correto? Errado! A produção puniu os brothers por dormirem demais colocando-os para produzir a decoração de uma festa… Pra concluir, jogaram uma cachorrinha na casa durante 1 dia, com o sugestivo nome de Ana. Esta é uma deficiência que precisa ser ajustada no formato para que o programa funcione nos próximos anos.

Há algumas semanas, tivemos provas de liderança com paredões seguidos. E, surpreendentemente, Cacau conseguiu virar o jogo a seu favor, conseguindo sobreviver para a final de hoje, sem ter ido para nenhum paredão. Mas, mesmo assim, eu acredito (e espero) que Munik leve o prêmio. Ela jogou abertamente mas, diferente de Ana Paula, soube manter a cordialidade e o bom senso ao longo da competição.

Foto de momento do BBB 16 em que Cacau e Munik restam como as 2 finalistas do reality

Muitos não gostavam das atitudes de Ana Paula e eu posso dizer que reprovo muitas das coisas que ela fez ou disse. Mas isso não tira o mérito de que ela foi a participante mais relevante desta edição. Não acredito que ela teria vencido o programa, mas ela provavelmente já conseguiu mais mídia do que muitos vencedores de edições anteriores. E, como ela vai aproveitar muito bem essa fama que a exposição do BBB traz, podemos dizer que ela também venceu.

Update em 06/04: Como eu previa, Munik foi a campeã desta edição. A final contou com shows de Ludmilla, Ivete Sangalo e Wesley Safadão e teve a presença de todos os brothers, inclusive os que nem chegaram a entrar de fato, Alan (que tinha desistido) e Ana Paula (que tinha sido expulsa).

NOTA: 7,5 / 10

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