O que achei do 58o. Grammy Awards

Foto da performance de Lady Gaga no Grammy 2016

O início do ano nos reserva várias premiações e não só de cinema. Na segunda-feira, ocorreu a 58a. edição do Grammy Awards, em Los Angeles. Os prêmios são concedidos pela National Academy of Recording Arts and Sciences (NARAS) anualmente em 83 categorias! Mas a cerimônia foca nas principais e, além de promover artistas por meio de performances, ainda costuma homenagear alguns nomes do meio. A edição deste ano não foi muito diferente das anteriores: longa, sem emoção alguma e até desorganizada.

Embora Kendrick Lamar tenha sido o maior vencedor da noite, levando 5 dos 11 prêmios a que estava indicado, Taylor Swift ganhou o principal prêmio, de Álbum do Ano, por “1989”. Durante os agradecimentos, ela aconselhou as garotas que estão trilhando uma carreira, dizendo que “muitas pessoas tentarão deter o seu sucesso e conseguir os créditos por sua fama. Não deixe que elas te desviem do seu caminho”; isto foi uma indireta para Kanye West, que, recentemente, lançou um álbum (“The Life of Pablo”) com a música “Famous” em que alega ser o responsável pela fama de Swift. “Thinking Out Loud”, de Ed Sheeran (e Amy Wadge) foi agraciada com o prêmio de Canção do Ano e Meghan Trainor foi considerada a Melhor Nova Artista.

Foto de Taylor Swift posando com 3 Grammys que venceu em 2016

Taylor Swift abriu a premiação com uma performance de “Out of the Woods”, com a qual ela mesma ficou decepcionada, pelo que foi possível notar em imagens de bastidores. Uma das grandes promessas da noite, Rihanna, acabou cancelando sua performance (ela iria cantar “Kiss Me Better”, de seu novo álbum Anti) e foi substituída por Andra Day. Outro grande nome da noite, Adele teve problemas com o piano que a acompanhava e isso a atrapalhou enquanto cantava “All I Ask”, do seu álbum 25. Justin Bieber e Jack Ü (Diplo e Skrillex) resolveram fazer uma versão bem menos eletrônica de “Where Are Ü Now”, que não tem o mesmo impacto que a versão original.

Os momentos mais memoráveis foram as homenagens para Lionel Richie e Lemmy (Motörhead), além das performances de Kendrick Lamar e Lady Gaga. Lamar fez um medley com as músicas “The Blacker, the Berry” e “Alright” de seu aclamado álbum “To Pimp a Butterfly”, levando a luta contra a injustiça racial e o enaltecimento da raça negra para o palco do Grammy. Já Lady Gaga foi escalada para prestar uma homenagem à David Bowie. Nada mais coerente, já que Bowie foi uma das maiores inspirações para ela, que está em grande evidência nos últimos tempos. Havia também uma certa expectativa em relação à parceria entre a cantora e a Intel, que prometeu uma “revolução tecnológica” em sua performance. O resultado ficou aquém do esperado, resumindo-se a projeções mais elaboradas e um piano robotizado. Visualmente, ela estava estoteante, lembrando Bowie no vídeo de “Life on Mars”, mas a escolha de apresentar um medley de 10 músicas não deu muito certo. Veja o vídeo ao final do post.

Foto da apresentação de Kendrick Lamar na cerimônia do Grammy 2016

Falando em medley, esta também foi a escolha para a homenagem realizada para Lionel Richie, e foi realizada por vários artistas. Normalmente, nestas situações, um ou outro se destacam mais, e aqui não foi diferente. Demi Lovato, esnobada pela premiação, mostrou que tem potência vocal. Talvez com um álbum mais coeso, ela consiga a tão sonhada indicação. O último tributo da noite foi dedicado ao falecido cantor Lemmy, da banda Motörhead, e foi executado pelo The Hollywood Vampires, com Alice Cooper, Johnny Depp e Joe Perry (do Aerosmith). Apesar da presença de grandes personalidades, o Grammy não tem mais a mesma atmosfera de antes e acaba sendo uma premiação musical bem chata. Acredito que o BRIT Awards deste ano, que ocorrerá no dia 24/02, vai ser bem mais interessante de se assistir.

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