O que achei de Just Dance 2016

Imagem promocional do jogo 'Just Dance 2016'

Just Dance é uma das franquias de games mais famosas nos últimos tempos. Desde 2009, quando foi lançada a primeira edição (para Wii), a Ubisoft vem lançando anualmente versões atualizadas do jogo, com novas músicas, modos de jogo e inovações estéticas. Infelizmente, parece que a criatividade já esgotou, pois esta edição não tem praticamente diferença nenhuma da versão do ano passado. Quero dizer, piorou até.

Se eu fosse resenhar o jogo anterior, Just Dance 2015, eu destacaria as tomadas de câmera que mudam enquanto rola a música e o modo World Dance Floor, que faz o jogador dançar ao lado de vários outros jogadores ao redor do mundo. Pois bem: aqui continuamos tendo as tomadas de câmera em algumas músicas; o modo World Dance Floor foi excluído, mas é possível incluir jogadores nas músicas antes que você as inicie (no jogo anterior, você podia entrar no meio de uma música, agora não dá mais). Pronto. Não há absolutamente nada de novo, com exceção das músicas.

Print do jogo mostrando a coreografia de 'Fancy' (Iggy Azalea feat. Charli XCX)

O jogo disponibiliza 43 músicas diferentes, com coreografias alternativas para algumas delas. Dentre as músicas, temos sucessos recentes como “All About That Bass” (Meghan Trainor), “Cool for the Summer” (Demi Lovato), “Same Old Love” (Selena Gomez) e “Uptown Funk” (Mark Ronson feat. Bruno Mars). Também estão disponíveis clássicos como “You’re the One That I Want” (Grease) e “Under the Sea” (do filme “A Pequena Sereia”). Os momentos engraçados ficam por conta de uma música inspirada nos Angry Birds, “Balkan Blast Remix”, e “Ievan Polkka” na voz da Vocaloid Hatsune Miku. E algumas músicas não estão com seus cantores originais (7 anos depois da primeira edição e ainda temos que lidar com isto), mas são músicas menos populares. Senti falta das músicas atuais de Justin Bieber e Taylor Swift, que dariam bons números de dança.

Print do jogo mostrando a coreografia de 'Balkan Blast Remix' (Angry Birds)

Outra coisa que senti muita falta foi da opção para comprar novas músicas. Com exceção da primeira edição, todos tinham uma opção para efetuar a compra de novos conteúdos para o jogo. Acho que isto é o reflexo da nova empreitada da Ubisoft, que está tentando promover o serviço Just Dance Unlimited, disponibilizando o jogo através dos PCs ou do console (oitava geração apenas) mediante a assinatura do serviço. Neste serviço, o assinante tem grande parte do acervo de músicas de todas as edições do jogo, além de músicas exclusivas; desta forma, o modo de compra de músicas não faz mais sentido.

Print do jogo mostrando a coreografia de 'Fun' (Pitbull feat. Chris Brown)

Como eu já disse, Just Dance 2016 é o mesmo jogo do ano passado com uma lista de músicas nova. Muita coisa foi retirada desta versão, para privilegiar aqueles que assinarem o serviço Just Dance Unlimited, o que é uma pena. De qualquer forma, ainda é diversão garantida para quem já gosta da franquia.

PS: A análise foi feita com base na versão para Playstation 3, que não suporta o uso de smartphone como controle e nem possui o modo Just Dance Unlimited.

NOTA: 7,5 / 10

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