O que achei de “O Presente” (2015)

Pôster do filme 'O Presente'

Assisti “O Presente” (The Gift) há algum tempinho, sem expectativa nenhuma, e me surpreendi. Fazia tempo que eu não via um suspense pouco previsível como este. Fiquei segurando este post porque não sabia se o filme iria entrar realmente em algum cinema daqui (nos EUA ele foi exibido em Agosto deste ano). Felizmente, ele está estreando hoje no Brasil!

A história do filme se passa em Los Angeles. Simon (Jason Bateman) e Robyn (Rebecca Hall) se mudaram recentemente, por conta do emprego de Simon, e estão fazendo compras quando um antigo colega de classe de Simon os encontra em uma loja. O casal tem uma breve conversa com Gordon (Joel Edgerton), ficando de combinar uma data para uma recebê-lo em sua casa. A partir daí, Gordon começa a aparecer cada vez mais na vida de Simon e Robyn, sem convite, com presentes e trazendo à tona lembranças de um passado que ele não esqueceu.

Cena do filme 'O Presente' em que Gordon encontra Simon e Robyn pela primeira vez

O filme começa um pouco arrastado, mas depois ele pega um ritmo bem interessante. A história tem uma grande reviravolta, que o roteiro tem o cuidado de não entregar de cara. E o final do filme não é exatamente conclusivo: ele termina deixando para o espectador pensar se um determinado fato ocorreu ou não. Também me peguei pensando se Gordon estava ou não com seus atos pré-meditados desde o momento que encontrou o casal. Acho que a história deste filme rende boas discussões, hehe.

O roteiro e a direção de “O Presente” ficaram por conta de Joel Edgerton, que também atua como Gordon. Tecnicamente, o filme não possui nada excepcional, mas eu achei que Edgerton conseguiu fazer um bom trabalho de direção, apesar do filme só engrenar depois de algum tempo (por sinal, este é o primeiro filme que ele dirige — começou bem).

Cena do filme 'O Presente' em que Simon e Robyn recebem um presente misterioso

Em termos de atuação, os três protagonistas estão muito bem. Rebecca Hall realmente consegue transmitir a impressão de que sua personagem passou por um trauma grande, mas que tem força para seguir em frente.  O personagem de Jason Bateman é o típico executivo bem-sucedido, mas é interessante perceber os detalhes que ficam em evidência após a reviravolta. E Joel Edgerton imprime uma grande dubiedade no personagem Gordon. A atuação dele garante a imprevisibilidade do personagem.

Não são todos os filmes que conseguem a façanha de fazer com que seu público se questione e, por isso, “O Presente” tem grandes méritos. Se você conseguir superar o início do filme, provavelmente vai querer terminá-lo. E, ao terminar, vai pensar: “e se fosse comigo”?

NOTA: 8.5 / 10

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