O que achei de “Jogos Vorazes: A Esperança – O Final”

Pôster do filme 'Jogos Vorazes: A Esperança - O Final'

Quando o primeiro filme da saga “Jogos Vorazes” (The Hunger Games) estreou, baseado em um livro com uma protagonista feminina, muitas pessoas torceram o nariz achando que se tratava de um novo “Crepúsculo” (Twilight): não podiam estar mais enganados. A personagem principal da história de Suzanne Collins tem motivações e problemas bem diferentes (embora também compartilhe do dilema do triângulo amoroso). A história é muito mais profunda e inspiradora e as analogias com a realidade não são meras coincidências. O último filme da saga, “A Esperança — O Final” (Mockingjay — Part 2) estreou na última semana nos cinemas para dar uma conclusão digna à rebelião iniciada no filme anterior. Ele cumpre seu papel, mas não deixa de ser um tanto frustrante.

A história deste filme retoma a partir do ponto em que o anterior parou. Katniss (Jennifer Lawrence) se recupera do ataque que sofreu de Peeta (Josh Hutcherson), que sofreu uma espécie de lavagem cerebral enquanto esteve refém da Capital. Os 13 Distritos finalmente se unem para invadir a Capital, sob ordens da presidente do Distrito 13 e líder do movimento, Coin (Julianne Moore), orientada por Plutarch (Philip Seymour Hoffman). Mas existe um conflito de interesses: Coin quer fazer com que Katniss tome a frente e seja a “cara” da revolução; Katniss só deseja matar o presidente da Capital, Snow (Donald Sutherland) e acabar com o pesadelo que vem vivenciando. Mas Snow não vai facilitar as coisas. Além disso, Katniss ainda está no meio de um triângulo amoroso entre Peeta e Gale (Liam Hemsworth).

Foto de cena do filme 'Jogos Vorazes: A Esperança - O Final' mostrando Katniss e Gale invadindo a Capital

Não vou entrar em muitos detalhes sobre a história do filme. Porém, as minhas expectativas eram muito altas e, infelizmente, elas não se concretizaram. Podemos dizer que, por conta disso, ele não é tão previsível (hehe)? Como o filme segue a história do livro, vou assumir que a culpa da minha frustração é totalmente da autora Suzanne Collins, rs. Este é o mais fraco dos quatro filmes, mas não deixa de ser bom.

Jennifer Lawrence mais uma vez consegue provar que é o grande nome desta franquia: é uma atriz extremamente talentosa, que consegue demonstrar uma grande variedade de emoções ao longo do filme. Josh Hutcherson e Liam Hemsworth estão bem; Josh consegue se sair melhor, já que Liam basicamente fica na fossa o filme todo (fazer o quê se o personagem dele não colabora). Philip Seymour Hoffman aparece pouco (é sua última atuação) mas suas expressões são certeiras. Juliane Moore é competente, mas não me enganou nem durante a “Parte 1”: o modus operandi da sua personagem é previsível. E Donald Sutherland mais uma vez reina nas suas cenas, “causando” de forma sutil (desde o primeiro filme, inclusive). Ah! O filme ainda conta com a participação especial de Natalie Dormer e Gwendoline Christie, ambas da série “Game of Thrones”.

Cena do filme 'Jogos Vorazes: A Esperança - O Final' mostrando a unidade de Katniss planejando a infiltração na Capital

O personagem Finnick (Sam Claflin) diz em certo momento do filme: “Bem-vindo à 76ª edição dos Jogos Vorazes”, e não poderia estar mais certo. As armadilhas que Snow e os Idealizadores dos Jogos (Game Makers) prepararam para recepcionar os rebeldes são dignas de uma edição oficial dos Jogos. As sequências de ação são muito frenéticas e bem produzidas, mas fiquei achando que foram poucas… O figurino, outra marca registrada da série, é muito bom (destaque para a personagem Tigris, que aparece em pouquíssimas cenas, mas é incrível). Senti falta da cor vermelha na roupa da Katniss, tão divulgada nos pôsteres. Aliás, as referências de boa parte do material promocional não aparecem durante o filme (estátua de Snow destruída, caras pintadas dos rebeldes)… Acho que só fizeram para aumentar mais ainda a expectativa, uma pena.

Pôster promocional do filme 'Jogos Vorazes: A Esperança - O Final' mostrando Katniss com a cara pintada com o Tordo

Não tem muito o que fazer, dada a limitação de se basear na obra original. O final da saga “Jogos Vorazes” pode deixar muitos fãs frustrados, mas é uma conclusão aceitável e o filme acaba sendo satisfatório. Fazendo um apanhado geral, devo dizer que a saga é excelente e ajudou a limpar a imagem ruim de protagonista fraca e submissa que Crepúsculo deixou. Que surjam novas Katniss Everdeen!

NOTA: 8 / 10

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