O que achei do álbum “25”, de Adele

Capa do álbum '25', de Adele

Depois de revolucionar o mundo da música com seu álbum anterior, “21”, Adele está de volta com o tão aguardado “25”. O lançamento mundial ocorreu no último dia 20 deste mês, mas a divulgação já estava a pleno vapor desde o lançamento do single “Hello” no fim do mês passado. E as expectativas eram altíssimas: “21” vendeu mais de 30 milhões de cópias (mais de 10 milhões somente nos EUA), ganhou diversos prêmios (7 prêmios Grammy, o Brit Award de Melhor Álbum do Ano, 3 American Music Awards, e por aí vai) e fez Adele ser conhecida pelo mundo todo. Entretanto, Adele já declarou que não espera o mesmo sucesso com o novo álbum, explicando que o que ocorreu com “21” foi um “fenômeno” que ela não acredita que vai se repetir. Depois de ouvir o novo álbum, devo concordar que “25” é um bom álbum, mas é bem diferente do anterior e até mesmo um pouco inferior.

Ainda não se sabe muito sobre os números deste novo álbum, mas existe uma expectativa de que “25″ venda 1 milhão de cópias já na primeira semana; outros já acreditam que o álbum ultrapasse os 2 milhões. Considerando que até ontem o álbum estava liderando as vendas da iTunes Store em quase todos os países e que ele vendeu 300 mil cópias no Reino Unido somente nas primeiras 24 horas desde seu lançamento oficial, este feito não parece ser impossível. Sem contar a divulgação massiva: Adele está aparecendo em vários programas de TV e rádio e gravando especiais para a BBC (exibido no dia do lançamento do álbum) e para a NBC (vai ao ar dia 14/12).

Cena do especial 'Adele at the BBC' onde Adele está cantando uma música

Adele já tinha adiantado que “25” seria um álbum com conceito diferente de “21”. Enquanto o anterior é quase totalmente sobre um relacionamento problemático, eu não consegui definir do que se trata este novo álbum; há uma inconsistência que me lembra muito seu álbum “19”. Adele  até investe em sonoridades diferentes (algo muito bem-vindo, por sinal), flertando com o pop na música “Send My Love (To Your New Lover)”. Ela tinha dito que seria um “Make-Up Record”, mas se contradiz ao incluir uma música sobre término de namoro, “Love In The Dark”, onde é ela quem termina a relação, desta vez. Seria uma remanescente do “21”? Adele também disse que teve momentos de falta de inspiração para escrever o álbum… Imagino que isso fez com que o álbum ficasse bem misto.

Além de “Love in The Dark”, outras músicas lembram muito a sonoridade do álbum anterior, como “River Lea”, “Remedy” e “Million Years Ago”. Esta última é bem introspectiva: à base de voz e violão, tem uma letra reflexiva e extremamente depressiva, o que não me agradou tanto (é uma música bem deslocada neste álbum). “I Miss You” me lembrou muito Florence and The Machine, de uma forma bastante positiva. As grandes surpresas do álbum para mim são “Send My Love (To Your New Lover)” e “All I Ask”. A primeira, escrita em parceria com o mestre do pop Max Martin, é muito divertida e bastante chiclete, de uma forma que eu não esperava ouvir de Adele. A segunda é fruto de uma parceria com Bruno Mars e é simplesmente maravilhosa. Adele também resolveu dar uma de Beyoncé e fazer uma música dedicada a seu filho (com direito a participação dele), “Sweetest Devotion”, que achei bonita, mas nada memorável.

Foto de Adele cantando no Radio City Music Hall para o especial da NBC

Percebi que praticamente todas as músicas demonstram a potência vocal de Adele, sem muitos exageros. Nota-se uma evolução nos arranjos e na produção de algumas músicas, mas acho que a falta de unidade prejudica um pouco: os fãs de Adele que a idolatram pelo “21” vão estranhar as músicas mais uptempo. Eu creio que Adele quis agradar seu público anterior e tentar inovar um pouco, ao mesmo tempo. Apesar desse problema, é um bom álbum e merece toda a atenção que a mídia está dando. As melhores músicas, na minha opinião, são: “All I Ask”, “Send My Love (To Your New Lover)”,  “I Miss You” e “Hello”.

PS: Para este review, eu ouvi a versão digital do álbum, que está disponível no iTunes. A edição física vendida na loja Target e na CD Japan tem 3 músicas extras.

NOTA: 8,5 / 10

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