O que achei do primeiro episódio de “Jane the Virgin”

Pôster da série 'Jane the Virgin'

Quando estive em New York no ano passado, vi alguns banners nas ruas promovendo diversas séries e filmes. Dentre as séries, reparei em “Jane the Virgin” e imediatamente lembrei da novela venezuelana “Joana a Virgem”, que foi exibida pela Record no Brasil em 2002. Tem sido uma tendência adaptar novelas para o formato de série: a novela “Betty, a Feia”, também venezuelana, tornou-se “Ugly Betty” e já existem conversas para adaptar a brasileira “O Rebu”. “Jane the Virgin” foi muito bem recebida nos EUA, que já exibe a segunda temporada da série. Aqui no Brasil, o canal Lifetime começou a exibir a primeira temporada ontem e aproveitei para dar uma olhadinha.

Jane (Gina Rodriguez) é uma latina de 23 anos, religiosa, estudiosa e trabalhadora. Sua mãe (Andrea Navedo) a teve quando tinha apenas 16 anos (ela não revelou o pai verdadeiro, mas é um  famoso astro de novelas, que Jane adora) e criou a filha com o apoio de sua avó (Ivonne Coll), que ensinou à Jane desde cedo que a virgindade é algo sagrado. Por conta disso, Jane continua virgem, mesmo namorando Michael (Brett Dier) há 2 anos. Durante um exame de rotina, uma médica, transtornada por ter sofrido uma traição, confunde as pacientes do dia e faz uma inseminação artificial em Jane. Pra piorar, o pai biológico é Rafael (Justin Baldoni), irmão da médica, casado, rico, ex-playboy, dono do hotel onde Jane trabalha como garçonete e, pra piorar, um ex-paquera dela. Potencial absoluto para confusão!

Imagem promocional de 'Jane the Virgin' mostrando Jane e os personagens principais da primeira temporada da série

De cara, posso afirmar que o primeiro episódio foi muito divertido. Ele apresentou muita informação, como era de se esperar, mas de uma forma bem dinâmica e lúdica. “Jane” faz excelente uso do recurso de narração, de forma um tanto similar à “How I Met Your Mother”, só que o narrador (até o momento) não faz parte da história. Tecnicamente, a edição é bastante eficiente e os flashbacks são muito bem executados (essa técnica também lembra HIMYM). A maioria das atuações está muito boa: Gina Rodriguez é muito carismática como a protagonista, Andrea Navedo interpreta uma “hot mom” de forma bastante crível e Ivonne Coll é uma avó que provavelmente muitos gostariam de ter.

Já assisto “Dance Moms” pelo Lifetime e sempre canso dos vários e longos intervalos e detestei as mudanças de dublagem que ocorreram ao longo das temporadas. Mas, desta vez o canal me surpreendeu positivamente. A dublagem de “Jane” está excelente — foi feita pelo Grupo Macias, que também dublou “Supergirl” para a Warner — e os intervalos comerciais foram breves (mas intercalados por uma chamada repetitiva de um ator da série). Além disso, foram exibidos 2 episódios seguidos. Caso você queira aproveitar para ver, eles serão exibidos novamente hoje às 19h30 (Horário de Brasília).

Cena da série 'Jane the Virgin' onde Jane descobre que está grávida

“Jane the Virgin” foi indicada a diversos prêmios na categoria de Melhor Série de Comédia e Gina Rodriguez venceu o prêmio de Melhor Atriz de Comédia no Globo de Ouro deste ano. Se depender dos primeiros episódios, devo concordar com a premiação. Será que consigo acompanhar esta série pela televisão?

NOTA: 9 / 10

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