O que achei de “Ida”

Cena do filme 'Ida', mostrando a protagonista

Já faz alguns anos que me reuno com amigos para assistir aos filmes indicados nas premiações do Oscar e Globo de Ouro. Nós fazemos bolão do Oscar, inclusive (este ano, eu fiquei em segundo lugar, buá). Então, é muito comum que a gente assista a quase todos os filmes indicados nas categorias principais. Neste ano, entretanto, eu não assisti nenhum dos filmes indicados à categoria de Melhor Filme Estrangeiro, mas sabia que o polonês “Ida” era um dos principais favoritos (acabou levando o prêmio). No último fim de semana, tive a surpresa de ver que o filme está no Netflix e aproveitei para assisti-lo, enfim.

Ida (Agata Trzebuchowska, atuando pela primeira vez) é uma noviça que está prestes a se tornar freira. A Madre Superiora diz para Ida que ela tem uma parente viva, uma tia (Agata Kulesza), e que é importante que ela passe um tempo com esse elo familiar antes de fazer seus votos. Ao chegar na casa de sua tia, que tem uma personalidade bem diferente da sua, Ida descobre que é judia e que seus pais foram assassinados durante a Segunda Guerra Mundial. Ao demonstrar interesse em saber mais sobre essa história, sua tia decide acompanhá-la na jornada em busca de suas raízes.

Cena do filme 'Ida' onde Ida e sua tia estão em uma festa

“Ida” é o típico filme de arte: rodado em preto-e-branco, com muitas tomadas silenciosas, enquadramentos incomuns e uma história mais profunda do que aparenta, à primeira vista. Levando em consideração que eu não sou o público a quem se destina este filme, devo dizer que o achei bem arrastado (e o filme não chega a ter de 1h30 de duração). Apesar do andamento, a premissa é bem interessante: descobrir e compreender o seu passado para decidir o que fazer de seu futuro. E, neste caso, tia e sobrinha acabam tomando decisões definitivas, digamos assim.

As atuações das protagonistas são bem acertadas, excelentes. Eu não tinha ideia que a atriz que interpreta Ida nunca tinha atuado na vida! Trzebuchowska faz com que Ida seja uma personagem altamente carismática, apenas com seus trejeitos e olhares, já que a personagem mal fala. Kulesza, por sua vez, tem uma personagem que é o contraponto de Ida, e isto a permite demonstrar diversas emoções ao longo do filme, o que ela faz de forma bastante eficaz.

Cena do filme 'Ida' onde Ida consola sua tia

O filme provavelmente não vai agradar a todos os públicos, mas realmente tinha potencial para ser indicado à categoria de Melhor Filme Estrangeiro, principalmente pela atuação das protagonistas. Mas não tenho como avaliar se ele mereceu o prêmio porque não vi os demais concorrentes. Se você tem vontade de ver o filme, aproveite que ele está disponível no Netflix , mas não o assista com sono, hehe.

NOTA: 8 / 10

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