O que achei de “A Floresta Que Se Move”

Pôster do filme 'A Floresta Que Se Move'

Antes de começar a falar sobre o filme, devo dizer que fiquei surpreso com a chegada do filme aqui em Fortaleza, porque ele não tem um apelo comercial tão forte (a não ser pela presença de Ana Paula Arósio). Surpreendi-me ainda mais quando vi que ele só está passando em 1 sala de um cinema comercial (UCI Ribeiro no Shopping Parangaba). Acho que ele deverá entrar em circuito nos cinemas de arte em breve, mas aproveitei para assistir logo.

A história do filme é baseada em “Macbeth”, famosa peça de Shakespeare. Aqui, Elias (Gabriel Braga Nunes) e seu amigo César (Ângelo Antônio) encontram uma bordadeira (três bruxas, no original) que os alerta que Elias vai se tornar vice-presidente do banco onde trabalham. Ainda, diz que ele vai se tornar o presidente em breve. Minutos depois, Elias realmente recebe a promoção para vice-presidente. Ao tomar conhecimento da profecia, a mulher de Elias, Clara (Ana Paula Arósio), convence seu marido a assassinar o atual presidente, Heitor (Nelson Xavier). Mas César também sabe da profecia e começa a desconfiar que Elias esteja pro trás do crime.

Foto de cena do filme 'A Floresta Que Se Move', onde Clara e Elias estão no barco de Heitor

O roteiro é bom e faz diversas adaptações da obra original, mas a reutilização de algumas falas deu um ar um tanto artificial em algumas cenas; cito aqui a cena do porteiro do banco, notoriamente, apesar da boa atuação de Emiliano Queiroz. Falando em atuação, Gabriel Braga Nunes está bem, com alguns poucos momentos de exagero. Eu achei que Ângelo Antônio está mais do mesmo e acho que Ana Paula Arósio poderia ter diminuído um pouquinho o tom, mas teve bons momentos.

Um grande ponto positivo do filme reside na escolha das locações e dos cenários: a casa de Elias é ampla, brincando entre o rústico e o moderno; o escritório escuro e organizado de Heitor; paisagens de encher os olhos, desde o início do filme. Algumas cenas também são marcantes, como a da chuva de sangue. A qualidade sonora é boa e a trilha ajuda a criar o suspense que nos acompanha durante grande parte do filme. Nestes aspectos, o filme lembra muito o cinema de arte europeu.

Cena do filme 'A Floresta Que Se Move' onde Clara e Elias estão no enterro de Heitor

“A Floresta Que Se Move” é um filme brasileiro bastante diferente do que se costuma ver. Este thriller foi o responsável pelo retorno de Ana Paula Arósio à atuação, depois de um período sabático afastada dos holofotes. Para mim, foi uma grata surpresa e, apesar de seus problemas, considero um grande acerto. Espero que novos filmes assim apareçam; já estamos cansados de tanta comédia brasileira besta.

NOTA: 8 / 10

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