O que achei do primeiro episódio de “Supergirl”

Imagem promocional de 'Supergirl'

A série inicia com um breve contexto sobre Kara. O planeta Krypton está prestes a explodir e o bebê Kal-El é enviado para a Terra. Em seguida, Kara Zor-El também é enviada por seus pais à Terra, para cuidar de Kal-El. Entretanto, sua nave acaba sofrendo um desvio graças à explosão de Krypton e fica vagando na chamada Zona Fantasma, um lugar inóspito onde o tempo não passa. 24 anos depois, de alguma forma, ela consegue chegar à Terra, onde é encontrada por seu primo, já como Superman. Ele a leva até a casa de um casal de cientistas que o ajudou a desenvolver seus poderes, para que ela possa ser criada em segurança. 12 anos depois, Kara (Melissa Benoist, de Glee) já está trabalhando como assistente da chefe de um grande jornal de National City, vivendo como se fosse uma terráquea normal. Mas um acontecimento faz com que ela decida usar seus poderes para proteger a cidade onde vive.

Este foi um primeiro episódio bem cheio… Particularmente, achei que a decisão de Kara voltar a usar seus poderes (de forma pública, inclusive) foi rápida até demais. Estava esperando que ela protegesse as pessoas na surdina, até que assumisse uma postura de heroína (como o Clark Kent de Smallville). Por ter sido algo súbito, nem deu pra perceber se Kara possuía o altruísmo necessário para esta “tarefa”. Até porque o acontecimento que influencia nessa decisão envolvia a sua irmã terráquea, Alex (Chyler Leigh), então fica a dúvida… Será que veremos episódios em que ela refletirá sobre essa grande responsabilidade? Também achei que toda a relação de Kara e sua chefe é algo que já foi visto (e foi melhor implementado) em “O Diabo Veste Prada”. Mas achei interessante trazerem o personagem James “Jimmy” Olsen (Mehcad Brooks) para o universo de Kara; preciso frisar, porém, que a única similaridade com a versão original dos quadrinhos é o nome e a área em que trabalha. Aqui, James sabe que Clark Kent é o Superman, e que é primo de Kara.

Cena da série 'Supergirl' com Kara e James Olsen

Os efeitos especiais estão muito básicos, amadores. Lembrei muito de Smallville nessas cenas, porque tinha que ser muito fã mesmo pra aturar os efeitos. E não dá pra conquistar fãs desta forma… Quanto à atuação, Melissa Benoist está demonstrando a empolgação, a vivacidade e um pouco da inconsequência que se espera de Kara. Espero que nos próximos episódios ela vivencie também situações causadas por sua inexperiência como heroína. Jeremy Jordan, que interpreta Winn, também está bem em seu papel, embora eu sinta que este personagem lembre bastante a Chloe de Smallville (expert em tecnologia, com uma paixonite pelo herói e que sabe de seu segredo). Não curti a chefe de Kara, interpretada por Callista Flockhart. Precisa melhorar muito para tentar chegar ao nível de uma bitch boss como Miranda Priestly. Também achei que a atriz que interpreta a irmã terráquea de Kara, Chyler Leigh, não passou o sentimento fraterno que ela supostamente sente por Kara. Até mesmo depois de tudo o que aconteceu com ela no episódio, achei que ela continuou bem inexpressiva. Ah, não deixei de notar que Dean Cain e Helen Slater participam da série como os pais adotivos de Kara. Para quem não sabe, Dean Cain interpretou Superman na série que foi exibida na Globo nos anos 90 e Helen Slater foi a Supergirl no filme de 1984!

“Supergirl” estreou nos EUA no dia 26/10, mas o Warner Channel Brasil só começou a exibir a série na última Quarta (dia 04/11) às 22h30 (diferente da FOX e do FX, que vem exibindo as suas novas séries quase simultaneamente). Acredito que a série deve cativar os órfãos de Smallville e os adeptos das atuais Arrow e The Flash (há quem diga que poderá haver crossovers entre as 3 séries). Mas espero que alguns ajustes sejam feitos, porque este primeiro episódio não me agradou muito.

NOTA: 7,5 / 10

Cena de 'Supergirl' com a Supergirl investigando algum mistério

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