O que achei de “Charlotte”

Imagem promocional do anime 'Charlotte'

Estou de férias (só mais uma semana, buá) e decidi procurar no Crunchyroll por algum anime de temporada curta (nada como os mais de 700 episódios de One Piece — que ainda está em andamento) e que tivesse uma boa avaliação nos sites especializados. Assim, dei de cara com “Charlotte”, um anime de 13 episódios recomendado por alguns sites como um dos melhores animes deste ano.

Em “Charlotte”, Yuu Otosaka é um jovem com um poder que permite que ele assuma o corpo de outra pessoa por até 5 segundos. Utilizando essa habilidade, ele consegue tirar notas altíssimas nos exames que presta, inclusive no exame de admissão da renomada escola Hoshinoumi. Chamando a atenção por conta de seus feitos, ele é confrontado por Nao e Takajou, outros dois jovens que também têm poderes. Nao explica que um grupo de jovens está manifestando poderes sobrenaturais até o fim da adolescência. Por causa desses poderes, eles estão sendo caçados para fins de pesquisa, assim como seu irmão. Ela explica que seu irmão nunca mais foi o mesmo depois das pesquisas e quer evitar que os outros tenham o mesmo destino. Para isso, conta com a ajuda de Yuu. Mas conforme Yuu os ajuda, ele vai percebendo que existe muito mais por trás de seu poder do que ele imaginava.

Foto de cena onde Yuu utiliza sua habilidade

O anime é baseado no manga homônimo de Jun Maeda, que ainda está em publicação no Japão, e foi lançado entre Julho e Setembro deste ano na TV japonesa e simultaneamente em vários serviços de streaming de animes, como o Daisuki e o próprio Crunchyroll (esta prática tem sido uma tendência positiva, na minha opinião). Além disso, um OVA (episódio especial direto para home-vídeo) foi anunciado para Março de 2016.

Como falei, o anime tem 13 episódios. Os primeiros episódios são um tanto repetitivos, mostrando Yuu, Nao e os demais confrontando outras pessoas com habilidades. O tom da comédia está bem presente. A partir do episódio 6, porém, rola uma reviravolta e o anime começa a se aprofundar na origem dos poderes sobrenaturais e o tom muda completamente, ficando bem mais sério. Inclusive o nome do anime passa a ter sentido neste arco, hehe. O último episódio é bastante corrido, na minha opinião. Acho que teria sido melhor diminuírem mais o arco inicial, para que fosse possível segmentar o final.

O anime é bem animado e bem desenhado (considerando a preguiça que alguns novos animes tem apresentado, como Dragon Ball Super). A trilha sonora é razoável, mas não tem nenhuma música memorável. Os personagens são carismáticos, mas, no segundo arco, o anime passa a focar em Yuu, deixando os demais de lado, uma pena. A história é interessante, mas o anime não aprofunda algumas questões que ele mesmo levanta: Por que ninguém gosta de Nao? Por que as habilidades são “quebradas”, como Yuu mesmo fala? Como Yuu consegue lembrar de fragmentos de seu passado? E por aí vai…

Foto promocional do anime 'Charlotte'

Apesar dos problemas, “Charlotte” é um anime interessante com boa animação e personagens carismáticos. O final do anime não deixa exatamente claro o que acontece com Yuu, então podemos ter alguma surpresa no OVA que será lançado no ano que vem (será que os buracos na história serão remendados?). Mas eu não imagino uma nova temporada, acredito que a história deve se encerrar por aqui mesmo. O ritmo é bem tranquilo e, apesar da repetição inicial, o anime se desenvolve razoavelmente bem. Ah, e é possível assistir ao anime legendado em português no Crunchyroll de graça (se você tolerar as propagandas que aparecem ao longo dos episódios, rs)

NOTA: 7,5 / 10

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