O que achei do álbum “Bang!”, de Anitta

Capa do álbum 'Bang!', de Anitta

Anitta é uma das sensações pop brasileiras que tem estado em alta nos últimos anos. Ela começou a fazer sucesso em meados de 2013, com o estouro da música “Show das Poderosas”, com influências fortíssimas de “Run the World (Girls)” de Beyoncé (inclusive em seu clipe), fazendo com que o funk carioca saísse do lugar comum. Acho até que é possível afirmar que ela e Naldo foram os responsáveis pela renovação do gênero. Mas, diferente de Naldo, ela vem se mantendo em evidência desde então e lançou seu terceiro álbum de estúdio na última terça-feira.

Lançado pela Warner Music, “Bang!” conseguiu um feito notável num ano tão difícil economicamente no Brasil: o álbum já vendeu 40 mil cópias somente na pré-venda, rendendo um certificado de disco de ouro. Isso, sem contar as vendas digitais: o álbum disparou para o primeiro lugar em vendas no iTunes logo após o lançamento e, até o dia 16/10, permanecia na liderança.

O projeto gráfico do álbum ficou a cargo de Giovanni Bianco (responsável pela capa de “Confessions on a Dance Floor” de Madonna). O resultado é muito bom, minimalista, em estilo pop-art. O primeiro single do álbum, “Deixa Ele Sofrer”, já tinha sido lançado há alguns meses. Curti bastante, a sonoridade se distancia do funk, flerta mais com o pop americano, lembrando um pouco as músicas de Ariana Grande. O álbum também traz uma versão acústica, que eu acho que não combinou. Dias antes do lançamento do álbum, foi lançado o segundo single, que dá nome ao álbum. O single “Bang!” também tem influências do pop americano (notoriamente a música “New Thang”, de Redfoo) e seu clipe tem a direção de arte de Bianco, similar à arte do álbum, sendo uma experiência visual animada e bem inovadora. Entretanto, por ser a faixa-título, achei que ficou devendo um pouco…

Capa do single 'Bang!', de Anitta

E as demais músicas? Bom, Anitta não ousa muito e repete algumas fórmulas ao longo do álbum. A sensação é que muitas músicas são idênticas, e já seguem o padrão dos sucessos de seus álbuns anteriores. Por exemplo: “Cravo e Canela” lembra demais “Cobertor” (do álbum anterior “Ritmo Perfeito”, ambas também tem participação especial) e  “Volta Amor” é uma música com potencial pra single, mas que lembra muito “Zen” (do álbum anterior). Mas achei que ela conseguiu variar um pouco com “Essa Mina é Louca” e “Deixa a Onda Te Levar”. Como não podia deixar de reparar, “Gosto Assim” lembra demais “Drunk In Love” da Beyoncé (inclusive ambas tem participação especial de um rapper). Anitta colabora com 6 artistas convidados desta vez, ao passo que no álbum anterior só 2 foram convidados: o rapper Projota participou de duas músicas no álbum anterior; neste, cada um participa de uma música.

Sem dúvidas, “Bang!” é mais maduro, mais bem produzido que os anteriores… Mas a sensação de fórmula repetida fala mais forte. Na minha opinião, as melhores músicas são “Deixa Ele Sofrer”, “Volta Amor”, “Bang!”, “Deixa a Onda Te Levar”.

PS: A análise foi sobre a versão do iTunes, que possui uma faixa-extra.

Update: Hoje, o primeiro lugar de vendas no iTunes não é mais de Anitta, mas sim de Justin Bieber, que abriu ontem a pré-venda de seu novo álbum, “Purpose”. Com isso, “Bang!” está “apenas” na segunda posição eheh

NOTA: 6.5 / 10

Foto promocional de Anitta para o álbum 'Bang!'

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