O que achei de “Pixels”

Foto promocional do filme 'Pixels'

A temática de “Pixels”, fortemente focada em videogames, chamou muito a minha atenção durante sua divulgação. Mas quando soube que o Adam Sandler iria participar do filme, fiquei com os dois pés atrás: os últimos filmes dele não foram bons e eu não o acho um bom ator. Por isso, esperei que o filme estivesse disponível fora dos cinemas para poder ver. Surpreendentemente, Pixels consegue ser nostálgico e engraçado!

Brenner (Sandler) e seus amigos eram jogadores de arcades durante sua adolescência, nos anos 80. O talento de Brenner inclusive o levou a participar de um torneio, onde ele foi vice-campeão, para sua decepção. Nos anos atuais, Brenner é um mero funcionário de uma empresa de instalação de equipamentos eletrônicos em domicílio. Subitamente, o planeta começa a ser invadido por uma raça alienígena que encontrou uma cápsula contendo filmagens dos jogos de arcade e entendeu que estava sendo desafiada. A diferença é que os aliens estão usando os videogames de forma extremamente realista: as naves, os personagens, os blocos de tetris, todos aparecem no mundo real, destruindo tudo. O presidente dos EUA (Kevin James), amigo de infância de Brenner, resolve convocá-lo para ajudar a combater esta ameaça. Bem nonsense, não é?

Cena do filme 'Pixels' com a equipe que combate a invasão alienígena

Pra mim, quem realmente chamou a atenção em “Pixels” foram Josh Gad (o dublador original de Olaf de “Frozen”) como Ludlow e Peter Dinklage (Tyrion Lannister de “Game of Thrones”) como Eddie. As histórias individuais deles conseguem ser mais interessantes e hilárias do que as dos demais personagens. Adam Sandler não faz nada fora do padrão de seus filmes, ou seja, sua atuação é bem mediana (embora tenha algumas tiradas engraçadas, como a do Gandalf e Harry Potter). Kevin James também não me mostrou nada de novo (ele é o “par” de Adam Sandler no filme “Eu Vos Declaro Marido e… Larry”). A única mulher da equipe, Violet (Michelle Monaghan) também não me cativou muito. O filme também conta com a participação de Dan Aykroyd (de “Caça-Fantasmas”), Sean Bean (Ned Stark em “Game of Thrones”), Fiona Shaw (Petúnia Dursley de “Harry Potter”) e a extremamente subutilizada Jane Krakowski (a Jacqueline de “Unbreakable Kimmy Schmidt”).

Cena do filme 'Pixels' mostrando Brenner e Ludlow em ação

Para aproveitar este filme, você não deve levá-lo a sério. O roteiro lembra muito os filmes de comédia da década de 80, por conta das situações inusitadas e bizarras. Mas, existe algum sentido na história, sim. O diretor Chris Columbus (que dirigiu diversos filmes oitentistas também) faz com que o ritmo do filme seja bem leve e despretensioso. Os efeitos especiais são bons e as referências são muito bacanas. A trilha sonora é bem divertida e foi feita pelo mesmo compositor de “Detona Ralph” (outro filme com temática de videogames).

Acredito que os adultos na faixa dos 30 anos vão se identificar muito mais com Pixels. Afinal, os jogos, a trilha sonora e até mesmo a moda que é apresentada no filme remete aos anos 80. Senti falta de alguns jogos famosos, mas o fato de ter Pac-Man e Donkey Kong já é um grande mérito. Mais uma vez: não leve o filme a sério – assim, ele se torna muito mais divertido.

NOTA: 8 / 10

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