O que achei do primeiro episódio de “Scream Queens”

Foto promocional de Billie Lourd, Ariana Grande, Emma Roberts e Abigail Breslin: Chanel #3, #2, #1 e #5 de Scream Queens

A Fox Brasil apresentou os dois primeiros episódios da série apenas 1 hora depois do fim da estreia nos EUA, uma estratégia para tentar reduzir a pirataria (acho bastante louvável, acredito que este seja o caminho certo). Entretanto, o horário de exibição acabou sendo meia-noite. Considerando que eram 2 episódios de aproximadamente 50 minutos cada, muita gente acabou dormindo tarde ou não conseguiu acompanhar tudo por conta do horário (meu caso, eu só acompanhei o primeiro episódio).

Ryan Murphy (Nip/Tuck, Glee, American Horror Story) é conhecido por suas séries originais, cheias de sarcasmo, humor negro e ironia. Em Scream Queens, ele reuniu todas essas características e elevou ao cubo. A ideia era criar uma série trash que satirizasse filmes de horror (Pânico) e patricinhas malvadas colegiais (Meninas Malvadas). Digo logo que não é uma série que vai agradar a todos os públicos. E, de cara, não me agradou.

Foto promocional do elenco de Scream Queens

A série gira em torno de uma fraternidade de meninas fúteis e más (bitches) chamada Kappa Kappa Tau. Durante uma festa em 1995, uma garota acaba por falecer inesperadamente após dar a luz a uma criança em uma banheira. 20 anos depois, a líder da fraternidade, Chanel “No. 1” (Emma Roberts), é forçada pela reitora da universidade, Munsch (Jamie Lee Curtis), a abrir as portas para qualquer estudante que queira entrar. E existem algumas “desajustadas” interessadas em entrar, dentre elas uma garota chamada Grace. Assim, as Chanel (sim, todas sem chamam Chanel – de números 1, 2, 3 e 5) decidem bolar um plano para evitar que isso aconteça, mas ele dá bastante errado, tornando-se o trunfo que as desajustadas precisavam para garantir sua permanência na fraternidade. Grace, entretanto, decide começar uma investigação para expor as maldades e os crimes de Chanel. Pra completar, um assassino misterioso fantasiado de diabo vermelho começa as matanças pelo campus. Um pouco confuso? Eu achei.

O episódio foi cheio de referências aos anos 90, sátiras, humor negro e bullying, claro. Nenhuma atuação de destaque: pra mim, Emma Roberts já tem cara de bitch e não fez nada fora do padrão; Jamie Lee Curtis também não se destacou. Os personagens não me cativaram, são bem vazios até. Alguns cortes de cena foram muito abruptos. Ao contrário do que se pode pensar, a série não foca no horror e isso pode frustrar os fãs das franquias homenageadas. Mas os fãs de trash horror podem se alegrar: os três assassinatos deste episódio são toscamente hilários (principalmente os dois últimos).

Foto promocional de Emma Roberts como a personagem Chanel de Scream Queens)

Apesar do trash, a série não me cativou por esse primeiro episódio. A própria série não se leva a sério (então, por que levá-la a sério né?). As piadinhas são engraçadas, as referências são interessantes, mas não diz a que veio. Não vislumbro notícias de atuações impressionantes ou de episódios inesquecíveis para Scream Queens e não me surpreenderei se ela não durar muito tempo também.

NOTA: 6,5 / 10

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