O que achei de “How To Get Away With Murder” – Temporada 1

Pôster Promocional de How To Get Away With Murder

Conheci How To Get Away With Murder quando viajei pra New York em Outubro do ano passado e vi os diversos pôsteres promocionais na cidade (especialmente na Times Square). A série tinha acabado de estrear por lá, mas eu não tive chance de ver nenhum episódio durante minha visita. Quando voltei ao Brasil, descobri que a Sony iria exibi-la e assisti os dois primeiros episódios. Infelizmente, a onda da dublagem fez com que as exibições em horário normal não tivessem legenda (se quisesse assistir com SAP e legendas, eu teria que esperar até a meia-noite)… Acabei baixando a série completa pelo Popcorn Time mesmo.

Criado por Shonda Rimes, a mesma mente por trás do sucesso Grey’s Anatomy, a história de How To Get Away With Murder (algo como “Como Se Sair Impune de um Assassinato”) se passa em torno de Annalise Keating (Viola Davis), uma famosa advogada de defesa criminal e professora de Direito Penal do curso de Direito da Universidade Middleton. Todo ano, Annalise seleciona estudantes para trabalharem em seu escritório, e os selecionados do ano foram: Wes (Alfred Enoch), Connor (Jack Falahee), Michaela (Aja Naomi King), Asher (Matt McGorry) e Laurel (Karla Souza). Com a ajuda dos assistentes Frank (Charlie Weber) e Bonnie (Liza Weil),  os estudantes trabalham com Annalise nos diversos casos que ela é contratada para advogar. Um dos casos, entretanto, é um assassinato que envolve praticamente todos eles.

Foto de cena em que Annalise está em seu escritório com seus assistentes

Os primeiros nove episódios da série alternam entre a história do episódio em si e as cenas sobre o assassinato que é o mote da temporada (tranquilamente é possível notar a diferença). Os casos “normais”, se é pode se chamar assim, são interessantes para entender a dinâmica dos personagens e o modus operandi de Annalise. Por sinal, a interpretação de Viola Davis é impressionante: eu oscilei entre momentos de raiva e pena da personagem. Não é à toa que ela recebeu tantos prêmios, inclusive o Emmy Award ontem (o Emmys será tema do próximo post)! Os demais personagens tem seus momentos, mas definitivamente não consegui me afeiçoar ao Wes (que é o personagem “principal” e foi engolido pela Annalise).

Diferente das diversas séries que tem muito mistério, HTGAWM (até abreviando fica grande, rs) não enrola muito para desenvolver suas histórias. O ritmo é intenso e as reviravoltas ocorrem frequentemente, fazendo com que você fique querendo saber o que mais vem por aí. E sim, o misterioso assassinato é totalmente desvendado nesta temporada, mas a história continua na próxima temporada, com um gancho bastante interessante no último episódio.

Foto promocional de Annalise com os personagens principais da primeira temporada de How To Get Away With Murder

A série tem algumas características que a tornam singular: a presença de uma protagonista com anti-heroína forte, madura (pra não dizer que ela tem 40 anos rs) e negra; um dos assistentes é gay e a série faz questão de mostrar os relacionamentos dele também (não chega a ser como Sense8 – tema de um próximo post); diálogos muito bem construídos, herança de Grey’s Anatomy. E por aí vaí…

Aproveitem que o Netflix Brasil disponibilizou a 1a temporada todinha no sábado do fim de semana (uma surpresa pra mim, pois acreditava que só chegaria no início do mês que vem) e a 2a temporada vai começar a ser exibida nesta quinta-feira nos EUA (e em breve na Sony brasileira)!

NOTA: 9 / 10

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