O que achei do filme “O Pequeno Príncipe” (2015)

Banner do filme O Pequeno Príncipe (2015)

Eu confesso que não conhecia direito a obra de Antoine de Saint-Exupéry. Assisti ao anime (Hoshi no Oujisama Petit Prince) quando criança e vi trechos do filme americano de 1974, mas só vim conhecer a obra pra valer recentemente, quando li o eBook, que comprei por R$ 2 na Amazon brasileira. A história é curta e é contada através de uma linguagem simples, mas que consegue encantar pessoas de todas as idades. Então, fiquei bastante animado quando soube desta nova adaptação animada, no ano passado.

Antes de mais nada, a história da animação não é uma adaptação direta da história do livro. É contada a história de uma garotinha que está tentando ingressar em uma escola de renome. Para tanto, a mãe (que parece desejar isso mais do que a filha) preparou um rigoroso plano de vida que mal permite que a garotinha possa fazer suas refeições calmamente. Mas a menina não esperava que o seu vizinho, um velho aviador, pudesse fazê-la enxergar o mundo com outros olhos. Mas onde entra o pequeno príncipe nessa história? Se vocês leram o livro, já devem ter percebido que o aviador do filme é o mesmo aviador do livro! Ao longo dos dias que passa com a menina, o velho aviador explica tudo o que vivenciou com o pequeno príncipe. A história do filme tem mais acontecimentos, mas eu não vou falar para não estragar as surpresas. Basta que vocês saibam que ler o livro não quer dizer que você sabe como é o filme.

Foto de cena do filme em que a menina ouve atentamente o aviador contar a história do Pequeno Príncipe

Eu gostei muito da história e acho que a ideia de atualizar a obra foi bem pensada; as lições da obra original permanecem de forma mais explícita, até. Mas eu achei que o filme perdeu um pouco da sua força no segmento final. Graficamente, o filme não deixa a desejar para nenhuma produção de maior escalão. Destaco aqui as cenas em que é contada a história do pequeno príncipe, que são belíssimas e animadas em stop-motion. Os designs dos personagens e dos cenários são bem elaborados e carismáticos. Entretanto, o 3D não faz nenhuma diferença, na minha opinião. A dublagem brasileira merece elogios: Larissa Manoela (que interpretou Maria Joaquina na versão brasileira de Carrossel) atua bem no papel da menina e Marcos Caruso (fez o Leleco de Avenida Brasil) dá o tom certo para o velho aviador. Dublagem digna de elogios, ainda mais considerando que é o primeiro trabalho de dublagem dos dois. Mas o melhor personagem do filme definitivamente é a raposa (tanto na versão stop-motion como na versão boneco)!

Foto da cena em que a raposa e o Pequeno Príncipe estão sentados lado a lado

Foi interessante ver as reações das pessoas que assistiam na minha sessão: as crianças maiores se deixaram levar pela fantasia e os adultos se emocionaram com as lições do filme. Mas acho que as crianças de menor idade, acostumadas a animações caricatas e rápidas, podem achar o filme moroso, principalmente nas seqüências do pequeno príncipe.

Enfim, se puderem assistir antes que saia dos cinemas (deve estar saindo em breve), aproveitem!

NOTA: 9 / 10

>

Comentários

Deixe uma resposta