O que achei do filme “Kingsman: O Círculo Dourado”

Foto promocional do filme 'Kingsman: O Círculo Dourado'

Depois do sucesso de “Kingsman: Serviço Secreto” (Kingsman: The Secret Service, 2014), era questão de tempo até a estreia da continuação, que foi lançada no mês de Setembro deste ano. “Kingsman: O Círculo Dourado” (Kingsman: The Golden Circle) mantém os mesmos nomes do primeiro filme à frente da direção e do roteiro. O resultado é um filme com um clima divertido, quase tão bom quanto o primeiro.

Um ataque em massa dizima quase que completamente o serviço secreto britânico, o Kingsman. Os únicos membros que sobreviveram foram Eggsy / Galahad (Taron Egerton) e Merlin (Mark Strong), que partem em busca do apoio do serviço secreto americano, chamado de Statesman.

Cena do filme 'Kingsman: O Círculo Dourado', mostrando Eggsy e Merlin olhando a garrafa de Whisky da Statesman

Lá, eles descobrem que a responsável pelo ataque é Poppy (Julianne Moore), que é dona de um cartel de drogas sul-americano. Os dois se juntam aos agentes americanos Tequila (Channing Tatum), Champagne (Jeff Bridges), Whiskey (Pedro Pascal) e Ginger Ale (Halle Berry) para impedir que Poppy execute seu grandioso plano de domínio global.

Como no primeiro filme, a história funciona como uma paródia dos filmes de agentes secretos, com sequências de ação que desafiam as leis da física e vilões bastante caricatos, mas engraçados. Com sequências divertidas que não apelam para a escatologia ou sexo, “O Círculo Dourado” consegue fazer jus ao seu antecessor.

Cena do filme 'Kingsman: O Círculo Dourado', mostrando Julianne Moore

O longa ainda traz várias participações e este talvez seja o seu maior problema. Sem tempo para desenvolvê-los adequadamente, muitos personagens acabam aparecendo muito pouco. Assim, grandes talentos como Halle Berry e Jeff Bridges acabam desperdiçados. O elenco ainda conta com a presença engraçadíssima de Elton John.

“Kingsman: O Círculo Dourado” tem uma duração longa, de 2 horas e 21 minutos, mas pouco perceptível, graças ao roteiro ágil, permeado por bons momentos de entretenimento. Matthew Vaughn, a cabeça por trás do longa, já anunciou que um terceiro filme já está nos planos, de forma a concluir a franquia “Kingsman”.

NOTA: 7 / 10